Pesquisa publicada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) destaca os bons resultados obtidos através de ações de inteligência e repressão contra o crime organizado

 

 

Por João Guilherme Lobasz

 

 

O Tocantins figura como o estado da Amazônia Legal que apresenta o menor índice de presença de facções criminosas, segundo a 4ª edição do relatório Cartografias da Violência na Amazônia. Além disso, é um dos estados da região que mais reduziu a violência letal intencional. O documento foi publicado na quarta-feira, 19 e evidencia os avanços conquistados através do trabalho da Secretaria de Segurança Pública e da Polícia Civil.

 

O estudo é elaborado anualmente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Instituto Clima e Sociedade, o Instituto Itausa, o Instituto Mãe Crioula e o Laboratório Interpretativo Laiv.

 

De acordo com a pesquisa, apenas 17 dos 139 municípios tocantinenses registram algum tipo de atuação de organizações criminosas — o equivalente a 12,2% do território estadual. Trata-se da menor proporção entre os nove estados da região, muito abaixo de cenários críticos como Acre (100%), Roraima (86,7%), Mato Grosso (65,2%) e Pará (63,2%), por exemplo.

 

Além disso, o relatório aponta que, dos municípios tocantinenses onde há presença criminosa, 82% (14 de 17) possuem apenas uma facção atuando, enquanto apenas 3 municípios apresentam disputa entre grupos rivais — um dos menores números absolutos e proporcionais da Amazônia Legal. O estudo destaca ainda que o Tocantins não tem nenhuma cidade no ranking das mais violentas da região.

 

O panorama regional também mostra que 17 facções atuam na Amazônia Legal, mas no Tocantins a atuação é muito mais restrita: apenas quatro grupos foram identificados, com presença distribuída de forma limitada e sem expansão acelerada.

 

Queda expressiva na violência letal

Os dados de criminalidade reforçam o cenário positivo. O Estado registrou, entre 2023 e 2024, a segunda maior redução de mortes violentas intencionais da Amazônia Legal, com queda de –27,9%. O Tocantins também figura entre as menores taxas absolutas da região, com 19,8 mortes por 100 mil habitantes — uma das mais baixas entre todos os estados amazônicos.

 

Vale lembrar que o índice chegou a ultrapassar 30 mortes por 100 mil habitantes em 2022 e vem reduzindo gradativamente ao longo dos anos em razão do ciclo operacional recorde da Polícia Civil.

 

Para o Secretário de Segurança Pública, Bruno Azevedo, os dados do relatório confirmam que as ações integradas de inteligência, repressão, controle territorial e fortalecimento das forças policiais têm produzido resultados consistentes. “Os dados mostram que o Tocantins é hoje o território menos permeável à atuação de facções criminosas na Amazônia Legal. Isso não é obra do acaso. É resultado direto do fortalecimento da inteligência policial, da repressão qualificada e de estratégias que impedem que essas organizações encontrem espaço para se instalar e expandir. Nosso compromisso é avançar ainda mais nesse modelo”, destacou.

 

 

 

Posted On Sábado, 22 Novembro 2025 04:32 Escrito por

 

Parlamentares do Psol pediram ao STF a prisão do deputado após suspeita de tentativa de fuga

 

 

Por Gabriela Vieira

 

 

O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) teve a prisão preventiva decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O deputado foi visto em Miami, nos Estados Unidos, nos últimos dias. Deputados do Psol haviam solicitado nessa quinta que a Corte decretasse a prisão após suspeita de fuga.

Ramagem tinha medidas cautelares impostas pelo STF, incluindo a proibição de sair do Brasil e a determinação de entregar todos os passaportes nacionais e estrangeiros. Ex-diretor da Abin no governo Bolsonaro, o deputado foi condenado a 16 anos de prisão no processo sobre a tentativa de golpe, mas o cumprimento de pena ainda não foi decretado uma vez que o processo ainda não tramitou em julgado.

 

O caso de Ramagem, assim como o de Bolsonaro, segue na etapa final dos recursos. A Primeira Turma do STF já rejeitou os primeiros embargos de declaração e agora está aberto o prazo para a apresentação de um novo conjunto de embargos. A defesa pode protocolar esse segundo recurso até segunda-feira (24).

 

A Câmara dos Deputados informou ontem (20) que não foi comunicada sobre o afastamento do parlamentar do território nacional nem autorizou nenhuma missão internacional.

 

Ramagem ainda não comentou publicamente o episódio. Procurada pelo SBT News, a defesa do deputado afirmou que só foi informada da decisão dele de deixar o país nesta semana. Em nota, declarou que “como a decisão do deputado de se ausentar do país só foi comunicada à defesa técnica recentemente, o advogado não se manifestará, por ora, sobre o fato e seus desdobramentos”.

 

 

Posted On Sábado, 22 Novembro 2025 04:28 Escrito por O Paralelo 13

À CLEUSA AIRES NOSSOS PARABÉNS

Quem apagou velinhas no último dia 20 foi nossa querida amiga Cleusa Aires. A data foi comemorada em uma churrascaria de Porto Nacional, na presença da irmã, filhos, sobrinhos, primos, noras e demais familiares, que se esbaldaram com o cardápio e encerraram a noite com um vistoso e delicioso bolo.
À nossa amiga de vida, os desejos de muitos anos de vida, com muita saúde e felicidades, sempre sob as bênçãos de Nossa Senhora das Mercês!
São os votos da Família O Paralelo13.

 

LAUREZ FARÁ REAJUSTE NO GOVERNO

 


Assim que for confirmada a renovação da sua permanência no governo por mais 180 dias, o governador em exercício Laurez Moreira deve fazer um reajuste em sua equipe de auxiliares.
A ideia é colocar em prática, a partir de janeiro de 2026, as ações com vistas à sucessão estadual, com o objetivo de ganhar musculatura política para o pleito de outubro.

 

BRB: LAUREZ NÃO PODE SER OMISSO

O governador em exercício Laurez Moreira não pode ser omisso nem ficar em cima do muro em relação às irregularidades apontadas por investigações na gestão do Banco Regional de Brasília – BRB – atual detentora da folha de pagamento do funcionalismo estadual.
O BRB tem pouquíssimas agências no Tocantins, obrigando servidores estaduais a utilizar o PIX como principal forma de ter acesso ao seu salário.
Pra quem tem a transparência como slogan da sua administração, está na hora de incluir a relação do Estado com o BRB nesse prisma...

 

BANCO MASTER PODER SER DOR DE CABEÇA PARA LULA POR REELEIÇÃO

 

O escândalo envolvendo o Banco Master representa um território politicamente delicado para o presidente Lula antes das eleições de 2026. A situação ganhou destaque após o Banco Central decretar a liquidação da instituição financeira, em sequência ao veto da compra do banco pelo BRB.
De acordo com Christopher Garman, diretor-executivo da Eurasia Group, o potencial de dano é significativo, principalmente devido à extensa rede de relacionamentos políticos mantida pelo proprietário do Banco Master, que abrange o cenário político brasileiro e pode chegar até o presidente Lula.
O caso pode desencadear uma série de investigações que revelariam possíveis relações inadequadas entre lideranças políticas e as operações fraudulentas do banco. A amplitude dessas conexões tem gerado especulações sobre a quantidade de figuras políticas que podem estar envolvidas.

 

GESTÃO DE EDUARDO SIQUEIRA CAMPOS BUSCA EQUILÍBRIO FISCAL

 

A Prefeitura de Palmas publicou decreto que estabelece medidas de contenção e vedações temporárias de gastos para a realização de despesas no âmbito da administração municipal. Entre os principais pontos, o documento determina a suspensão de novos contratos que gerem aumento de despesa, como locação de imóveis e veículos, além da proibir aquisições que não sejam essenciais ao funcionamento dos serviços públicos.
Válido até 30 de abril de 2026, o decreto não impacta o pagamento do décimo terceiro salário, e segue as diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O documento foi elaborado com foco na sustentabilidade financeira do Município, permitindo que Palmas mantenha sua capacidade de investimento nas áreas prioritárias: saúde, educação, assistência social e segurança.
Parabéns ao envolvidos!!

 

ATAÍDES OLIVEIRA DETONA GESTÕES DO IGEPREV

 


Em vídeo publicado em suas redes sociais, o ex-senador Ataídes Oliveira traz dados estarrecedores ao enumerar uma série de investimentos peculiares – pra não dizer suspeitos – feitos pelas gestões do IGEPREV entre 2011 e 2024, que contribuíram para as diversas suspeitas que recaem sobre a entidade – e para o rombo de mais de 1 bilhão e 200 milhões de reais .
Ataídes finaliza o vídeo convidando a quem tenha alguma dúvida sobre o assunto para consulta-lo, e se diz especialista em Regime Próprio de Previdência Social , que é o sistema de aposentadoria e pensão para servidores públicos específicos da União, estados e municípios.

 

RECUO DE TRUMP EM TARIFAS NADA TEM A VER COM LULA

 

Especialistas em economia minimizaram a participação do presidente Lula na decisão de Donald Trump de recuar do tarifaço de 40% imposto a produtos brasileiros.
Segundo os especialistas, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta capitalizar sobre a medida adotada devido às pressões inflacionárias internas nos Estados Unidos, e não necessariamente por avanços nas negociações com o Brasil.
"Ele (Lula) se deu um crédito, precisava disso para não dizer a realidade, que tirou por causa da inflação. Logo, ele precisava dizer que (Trump) tirou (a tarifa) por uma vitória dele nas negociações. É um texto de bom termo para ele, para seu público, fica parecendo que ele foi atendido e por isso reduziu. Normal da política", disse um diplomata de alta plumagem na área econômica.

 

TRUMP CEDEU POR CONTA DO AUMENTO DA INFLAÇÃO INTERNA NOS EUA

A decisão de zerar o tarifaço sobre alguns produtos brasileiros foi tomada pelo presidente Donald Trump em um contexto de pressões econômicas internas nos Estados Unidos. A medida, que beneficia especificamente o Brasil, não está aparentemente vinculada a contrapartidas ou negociações bilaterais, conforme avaliou Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), em entrevista ao WW. "A inflação está subindo", disse Azevêdo, ao se referir aos EUA.
Roberto Azevêdo, que teve experiência direta com Trump na OMC, destaca que esta redução tarifária difere de medidas anteriores, que eram aplicadas horizontalmente a diversos países. Segundo ele, não houve indícios de concessões por parte do Brasil em troca deste benefício.
"Trump simplesmente retirou as tarifas de alguns produtos brasileiros (como já tinha feito anteriormente) em busca da redução de preços domésticos em alguns setores onde os EUA não são competitivos."

 

INDICAÇÃO DE MESSIAS AO STF AZEDA RELAÇÃO DE LULA COM ALCOLUMBRE

 

 

O senador Davi Alcolumbre (União-AP) negou que tenha recebido um telefonema do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pacificar a relação diante da escolha de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi repassada pelo governo na tarde de ontem e negada posteriormente.
Com mais este fato, o clima entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto escalou para um patamar sem precedentes, depois da reunião ocorrida entre Lula e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) na última segunda-feira. Na ocasião, o presidente informou o senador que Messias seria seu escolhido para o Supremo Tribunal Federal (STF).

 

ALCOLUMBRE VAI PAUTAR PROJETOS QUE DESAGRADAM GOVERNO LULA

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu levar à pauta da Casa projetos que desagradam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

É o caso da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a reeleição para cargos no poder Executivo a partir das eleições de 2028.
Logo após a indicação de Messias, Alcolumbre anunciou para a semana que vem a votação de um projeto que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias.
Cálculos do Ministério da Fazenda apontam que o impacto para os cofres públicos deve ser de mais de R$ 20 bilhões em 10 anos.

 

 

Posted On Sexta, 21 Novembro 2025 11:29 Escrito por O Paralelo 13

EDITORIAL

 

 

Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues

 

 

O governador Laurez Moreira não pode se esconder atrás da agenda de viagens nem do discurso genérico de gestão. Diante das denúncias que envolvem o BRB, a folha de pagamento dos servidores do Tocantins e um esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, a omissão deixa de ser erro político e passa a ser risco de responsabilidade direta. Quando o banco escolhido pelo governo para gerir salários e operações de consignado está no centro de uma operação da Polícia Federal, o silêncio do Palácio Araguaia passa a soar como conivência.

 

Um escândalo nacional que respinga no Tocantins

 

 

Polícia Federal Prende Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master

 

A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, escancarou um esquema de fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A PF e o Banco Central apontam suspeita de fraude em títulos de crédito na casa de R$ 12 bilhões, com apreensão de bens de luxo, bloqueio de valores e a liquidação extrajudicial do Banco Master.

 

No olho do furacão, o BRB, banco para o qual o governo do Tocantins empurrou a folha de pagamento dos servidores.

 

O fio de Cappelli e a denúncia sobre os servidores do Tocantins

 

Em meio à operação, o ex-interventor federal no DF, Ricardo Cappelli, publicou um fio nas redes sociais explicando, passo a passo, o que ele chama de “esquema de carteiras falsas de consignado”.

 

Segundo Cappelli, o roteiro seria o seguinte:

 

 

Parceria governo do Tocantins–BRB. O governador afastado fez uma “parceria” com o BRB para administrar uma dívida que o Estado tinha com os servidores. Esse crédito, um direito dos funcionários públicos, foi transformado em ativo a ser operado pelo banco.

 

Dados dos servidores repassados sem autorização

 

Ainda segundo o fio, sem autorização das pessoas, o governo do Tocantins repassou ao BRB as informações sobre esse crédito, que passou a ser usado como base para operações financeiras com os servidores.

 

Oferta de “antecipação” com deságio. De posse dos dados, o BRB começou a procurar servidores oferecendo antecipação do valor a receber, com deságio. Muitos aceitaram acreditando se tratar de uma operação de quitação ou antecipação do que o Estado lhes devia.

 

A “surpresinha”: consignado travestido de crédito. Só que, no mês seguinte, vieram os descontos em folha e na conta corrente. A denúncia de Cappelli é que o banco teria registrado essas operações como crédito consignado, e não simplesmente como antecipação de um direito já existente ou seja, uma operação de risco para o servidor, e vantajosa para inflar a carteira de consignados do BRB.

 

Carteiras “turbinadas” e negociadas no mercado

 

Com isso, o BRB teria aumentado sua carteira de consignados e negociado esses papéis no mercado financeiro como se fossem operações regulares, com lastro e autorização, quando as denúncias apontam o contrário.

 

Se tudo isso for confirmado, não se trata apenas de um abuso contra servidores tocantinenses. Estamos falando de possível crime contra o sistema financeiro nacional, com reflexos em todo o país exatamente a linha de investigação que hoje mira BRB e Master.

 

Servidor refém do BRB e do silêncio oficial

 

Ex-Paulo Henrique Costa, presidente do BRB e o governador afastado Wanderlei Barbosa

 

 

No Tocantins, a relação com o BRB já vinha sendo motivo de revolta silenciosa entre servidores:

 

  • obrigatoriedade de receber salários por um banco com pouquíssimas agências físicas no Estado;
  • dificuldades para realizar operações simples sem depender de PIX, aplicativo ou correspondentes bancários;
  • relatos de consignados contratados com erro, falhas de informação ou sem plena clareza das condições;
  • sensação generalizada de que o servidor foi tratado como “número” em uma engenharia financeira, não como cidadão com direitos.

 

Agora, com as denúncias de Cappelli e a explosão do escândalo Master–BRB em nível nacional, essa insatisfação ganha um novo peso: não é mais apenas um problema de conforto bancário ou de escolha de instituição financeira. É um problema de legalidade, transparência e respeito ao funcionalismo público.

 

Laurez não pode ser passageiro de luxo

 

 

Diante desse cenário, o governador Laurez Moreira não pode continuar agindo como passageiro de luxo em aeronave oficial enquanto o tema explode nas redes, na imprensa nacional, no Ministério Público Federal e na Polícia Federal.

 

Ele tem três responsabilidades imediatas:

 

Proteger os servidores do Estado; Rever a relação com o BRB e garantir transparência ativa

 

O governo que se omite frente a um escândalo dessa dimensão vira parte do problema política e juridicamente.

 

Transparência: de slogan a prática

 

Laurez Moreira tem repetido que deseja marcar sua gestão pela “transparência”. Chegou a hora de provar que isso não é apenas palavra de discurso.

 

Algumas medidas que deveriam ser anunciadas já:

 

  • Criação de um canal oficial para que servidores denunciem, com segurança, eventuais irregularidades em consignados, descontos e contratos ligados ao BRB.
  • Auditoria independente nos contratos entre Estado e BRB envolvendo folha e consignados de servidores.
  • Divulgação de dados consolidados: quantos servidores aderiram às operações ligadas à dívida do Estado, quanto foi movimentado, qual o deságio, e em que condições.
  • Articulação formal com o MPF e a PF, colocando o governo à disposição para fornecer documentos, contratos e informações.

 

Se o Ministério Público Federal já vê o BRB como cúmplice em crimes graves contra o sistema financeiro e o patrimônio público do DF, como consta em representação divulgada pela imprensa, o governo do Tocantins não pode bancar a neutralidade.

 

O risco da omissão

 

Há uma diferença clara entre não ser investigado e não ter responsabilidade. No caso do Tocantins, o governo:

 

  • escolheu o BRB;
  • mandou a folha de pagamento para lá;
  • participou do desenho da operação envolvendo a dívida com servidores.

 

Se a “engenharia” usada para transformar direito de servidor em produto financeiro lucrativo para o banco tiver violado lei, ética ou bom-senso, o governo não poderá alegar surpresa eterna.

 

Polícia Federal no BRB

 

A omissão diante de indícios públicos e graves também é uma forma de responsabilidade. Quando um governador se cala, ignora as denúncias, não se dirige aos servidores e não anuncia providências concretas, ele envia um recado perigoso: o Estado pode saber, mas prefere não mexer.

 

A palavra que falta: posicionamento

 

Neste momento, o que se espera do governador Laurez Moreira é simples e, ao mesmo tempo, decisivo:

 

  • Reconhecer a gravidade do escândalo que envolve o BRB em nível nacional;
  • Se posicionar claramente sobre o fio de Ricardo Cappelli e sobre as denúncias de servidores tocantinenses;
  • Assumir compromisso público com a transparência total dos contratos e operações envolvendo o BRB;
  • Garantir que nenhum servidor será prejudicado por esquemas de engenharia financeira feitos à sua revelia.

 

Governar não é apenas inaugurar obras, cortar fitas ou viajar em agendas políticas. Governar é também e principalmente colocar o corpo na frente quando os direitos de milhares estão em risco.

 

Diante do que já está público sobre Master, BRB e consignados, ficar em silêncio não é mais opção. É escolha. E escolha, na política, sempre cobra seu preço.

 

 

Posted On Sexta, 21 Novembro 2025 05:19 Escrito por O Paralelo 13

Na quinta-feira, 20, os gestores da Pasta estiveram no Hospital Regional de Porto Nacional e no Materno Infantil Tia Dedé

 

 

Por Aldenes Lima

 

 

Dentro da política de descentralização da gestão, o secretário de Estado da Saúde, Vânio Rodrigues e a secretária-executiva, Ana Paula Abadia realizaram, na quinta-feira, 20, o Gabinete Itinerante, no Hospital Regional de Porto Nacional (HRPN) e no Hospital Materno Infantil Tia Dedé (HMITD). O objetivo é a aproximação do comando da Pasta com as equipes que acolhem a população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

 

“Desde que assumimos a SES, temos procurado estar perto das equipes que lidam diariamente com o atendimento direto à população. Esta aproximação nos permite tomadas de decisões mais assertivas e seguras, para uma assistência cada dia melhor a todas as pessoas que buscam as nossas unidades. O governador Laurez Moreira nos determina este diálogo in loco e tem feito a diferença para a continuidade dos serviços”, afirmou o titular da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO), Vânio Rodrigues.

 

No HRPN, o diretor-geral, Silvio Lira apresentou um panorama da unidade, fluxos de atendimentos e demandas das equipes assistenciais. “A vinda dos nossos gestores foi muito produtiva, para que pudéssemos mostrar a realidade do nosso dia a dia. Temos um excelente respaldo da gestão para fazer nosso trabalho aqui em Porto, mas quando eles conhecem de perto, fica mais fácil a abordagem e o entendimento para a melhoria do atendimento da população”.

 

No Tia Dedé, Gestores acompanharam os fluxos de trabalho

 

O Paulo Roberto Rogalsi morador de Novo Jardim está internado no HRPN, após um acidente de trabalho e ter feito parte do tratamento no Hospital Geral de Palmas. “Ele teve no HGP e voltou para nova cirurgia no HRPN. Ele foi bem atendido no HGP e aqui eu gosto mais pois está mais perto de casa”, afirmou a esposa do paciente, Anelzi Avelino da Silva.

 

O atendimento na unidade também é aprovado por Emília Melo Barbosa, que acompanha o esposo Roberto Luiz dos Santos, morador de Paranã. “Desde segunda ele está internado devido a um acidente de moto. O atendimento está bom e depois de 10 dias internado, o médico disse que pode retirar o pino e decidir se vai ter alta ou fazer cirurgia”, afirmou.

 

No Tia Dedé, os gestores falaram com servidores, pacientes e a equipe diretiva. “Hoje estamos em um dia tranquilo, mas precisamos do olhar da gestão da SES para mantermos a rotatividade de leitos e isso passa pelo abastecimento e equipe multiprofissional completa. Fiquei muito feliz com a visita do secretário e da secretária-executiva que nos ouviram e tenho certeza que avançaremos ainda mais na assistência”, destacou o diretor-geral da unidade, Hélio Barros.

 

No HRPN houve reunião com a equipe diretiva e coordenações

 

Poliene Maia moradora de Ponte Alta, está sob os cuidados da equipe multiprofissional do HMITD, após o nascimento do segundo filho, João Lucas, nascido na quinta, 20. “O atendimento tá bom, graças a Deus no parto ocorreu tudo bem, o meu filho nasceu com saúde e a equipe é muito atenciosa. Agora só esperar o momento da alta”, disse.

 

Para a secretária-executiva da SES-TO, Ana Paula Abadia, “ouvir as equipes e a população é a forma mais adequada de buscar as informações necessárias para planejarmos as próximas ações e investimentos. Seguiremos com as visitas em todos os hospitais”.

O HRPN

O HRPN é uma unidade porte II e presta atendimento hospitalar de urgência e emergência de média complexidade a 13 municípios da Região de Saúde Amor Perfeito. A unidade presta serviços especializados em ginecologia, ortopedia, proctologia, cirurgia geral, psiquiatria, oftalmologia, entre outros. Atua 24h, com centro cirúrgico, UTI e pronto-socorro equipado com sala vermelha e amarela.

 

O Gabinete Itinerante é uma ferramenta de aproximação com a população e servidores

 

A unidade conta com equipe multiprofissional formada por fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, fonoaudiólogos, odontólogos e bucomaxilofaciais. Realiza exames como ultrassonografia, radiologia, eletrocardiograma, tomografia, ressonância magnética, endoscopia, colonoscopia e biópsias. Possui agência transfusional, ambulatório especializado e lactário.

 

O HMITD

O HMITD também é de porte II, de urgência e emergência com pronto-socorro infantil para atendimento de patologias clínicas em crianças de 0 a 11 anos e 11 meses, e pronto-socorro ginecológico-obstétrico para gestantes em intercorrências da gestação, gravidez de alto risco, parto e alterações do aparelho reprodutor feminino.

 

A unidade conta com exames como ultrassonografia, raio-X, teste da linguinha e teste do coraçãozinho. Possui ainda, UCINCO, leitos obstétricos, pediátricos e centro cirúrgico e presta serviços especializados em ginecologia geral, obstetrícia geral, pediatra, ultrassonografia, radiologia, odontologia hospitalar (clínica), ambulatório especializado, Núcleo de Atendimento à Pessoa em Situação de Violência (NUAVE), Serviço de Referência no Atendimento de Crianças em Situação de Violência no Tocantins (SAVIS) e faz parte da Rede de Banco de Leite Humano.

 

 

Posted On Sexta, 21 Novembro 2025 04:48 Escrito por O Paralelo 13
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