Professor e ex-secretário da Educação chega à Câmara Federal após campanha marcada pela defesa da educação, valorização dos servidores e forte presença nos municípios.
Da Assessoria
O professor Fábio Vaz (REP) foi eleito deputado federal pelo Tocantins neste domingo, 4 de outubro. Com 99,91% das urnas apuradas, Fábio já soma 64.541 votos e garante uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Emocionado com o resultado, Fábio agradeceu a confiança recebida nas urnas e destacou o caráter coletivo da vitória.
“Recebo esses mais de 64 mil votos com muita responsabilidade. Essa vitória não é só minha. É dos professores, dos servidores, das famílias, de Palmeirópolis, do Bico do Papagaio, do Sul e Sudeste e de cada município que nos acolheu nessa caminhada”, afirmou.
Professor da rede estadual e com mais de duas décadas de atuação no serviço público, Fábio chegou à disputa tendo como uma de suas principais credenciais o trabalho desenvolvido à frente da Secretaria de Estado da Educação.
Durante a campanha, a educação foi sua principal bandeira, com defesa da valorização dos profissionais, fortalecimento do ensino público, ampliação da educação profissionalizante e maior presença do ensino superior no interior.
A campanha também foi marcada por uma agenda intensa em todas as regiões do estado. Fábio percorreu municípios do Sul ao Bico do Papagaio, participou de caminhadas, reuniões e encontros com lideranças políticas e comunitárias.
Ao longo da caminhada, recebeu apoios importantes, entre eles do governador Wanderlei Barbosa, da professora Dorinha, além de prefeitos, vereadores, lideranças regionais e candidatos a deputado estadual.
Além da educação, Fábio apresentou compromissos nas áreas de saúde, infraestrutura, valorização dos servidores, desenvolvimento regional e geração de oportunidades.
Antes de chegar à Câmara Federal, construiu uma trajetória de cerca de 20 anos na vida pública, com passagens pela Câmara Municipal e Prefeitura de Palmeirópolis, além da Secretaria de Estado da Educação.
“Hoje é dia de agradecer a Deus, à minha família e a cada tocantinense que acreditou nesse projeto. Foram milhares de pessoas que caminharam conosco e confiaram no nosso trabalho. Agora, vamos para Brasília com ainda mais responsabilidade e vontade de trabalhar pelo Tocantins”, declarou.
Com mais de 64 mil votos, Fábio Vaz encerra a campanha eleito deputado federal e inicia uma nova etapa de sua trajetória política, levando para Brasília as principais bandeiras defendidas ao longo da caminhada.
Da Redação
A definição sobre o próximo governador do Tocantins ficou para o dia 25 de outubro, data em que será realizado o segundo turno das eleições estaduais. O cenário foi consolidado matematicamente pelo TSE após a apuração registrar mais de 95% das urnas concluídas neste domingo, 4 de outubro de 2026.
A liderança parcial da apuração ficou com a senadora Professora Dorinha (União Brasil), que obteve 45,75% dos votos válidos (o equivalente a 369.181 votos). Logo atrás, in uma disputa acirrada que ganhou força na reta final da campanha, o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) alcançou 43,72% (representando 352.739 votos).
Como nenhum dos concorrentes atingiu a maioria absoluta de 50% mais um dos votos válidos, a decisão caberá definitivamente aos eleitores tocantinenses na nova votação.
O resultado parcial das urnas no 1º turno:
• Professora Dorinha (União Brasil): 45,75%
• Vicentinho Júnior (PSDB): 43,72%
• Laurez Moreira (PSD): 8,24%
• Ataídes de Oliveira (Novo): 1,54%
• Para conferir os resultados e as porcentagens completas dos demais candidatos da apuração, consulte a página oficial de resultados do TSE.
Quem são os finalistas ao Palácio Araguaia
Professora Dorinha (União Brasil)
Maria Auxiliadora Seabra Rezende, amplamente conhecida no cenário político como Professora Dorinha, tem 62 anos e é natural de Goiânia (GO). Graduada em Pedagogia e mestre em Educação Escolar Brasileira, construiu uma sólida trajetória técnica antes de ingressar no parlamento. Entre os anos de 1998 e 2009, atuou como secretária de Educação e Cultura do Tocantins.
Sua base eleitoral consolidou-se na Câmara dos Deputados, onde exerceu três mandatos consecutivos a partir de 2011, destacando-se na presidência da Comissão de Educação e nas articulações para a aprovação do novo Fundeb. Em 2022, deu um salto político ao ser eleita para o Senado Federal com 395.408 votos (50,42% dos votos válidos), cargo que ocupa desde 2023.
A atual candidatura ao Executivo conta com o apoio estratégico do governador Wanderlei Barbosa e propõe uma rede de alianças voltada para a continuidade administrativa do estado. Caso vença o pleito, ela deixará o Senado antes do término do mandato, previsto para 2031. Seu candidato a vice é Atos Gomes (Republicanos).
Vicentinho Júnior (PSDB)
Vicente Alves de Oliveira Júnior, conhecido publicamente como Vicentinho Júnior, tem 41 anos e também nasceu em Goiânia (GO). Empresário com forte atuação no agronegócio e infraestrutura regional, carrega um sobrenome de peso na política local, sendo filho do ex-senador e ex-deputado federal Vicentinho Alves.
Vicentinho iniciou sua trajetória na Câmara dos Deputados ao ser eleito pela primeira vez in 2014. Desde então, manteve sua cadeira no parlamento por três mandatos seguidos (reeleito em 2018 e 2022), focando suas ações em comissões de agricultura, transportes, segurança pública e no envio de recursos para o interior do estado. Teve uma passagem recente pelo Poder Executivo ao licenciar-se da Câmara para comandar a Secretaria Extraordinária de Ações Estratégicas do Tocantins.
Após transitar por partidos como PSB, PR, PL e PP, o parlamentar filiou-se ao PSDB em 2026 com o objetivo central de encabeçar uma chapa ao governo estadual. Sua plataforma de campanha prega uma mensagem de renovação política para o Tocantins, visando quebrar o histórico local de cassações e instabilidades no governo. Seu candidato a vice é o deputado estadual Amélio Cayres (MDB).
Os eleitores do Tocantins escolheram neste domingo (4) os oito deputados federais e 24 estaduais a partir de 2027. Destes, entre os federais dois foram reeleitos e seis são novos nomes na bancada.
Confira a lista dos eleitos e a votação
Professora Janad Valcari (PP) - 10,92% dos votos válidos (99.026 votos) - Eleita
Jair Farias (União) - 10,35% dos votos válidos (93.869) - Eleito
Lucas Campelo (Republicanos) - 9,41% dos votos válidos (85.376) - Eleito
Ricardo Ayres (Republicanos) - 7,48% dos votos válidos (67.837) - Reeleito
Fábio Vaz (Republicanos) - 7,12% dos votos válidos (64.601) - Eleito
Filipe Martins (PL) - 7,06% dos votos válidos (64.068) - Reeleito
Sandoval Cardoso (PODE) - 6,81% dos votos válidos (61.747) - Eleito
Iratã Abreu (PSDB) - 2,79% dos votos válidos (25.302) - Eleito
Assembleia Legislativa
Das 24 vagas, 17 serão ocupadas por deputados reeleitos. Os outros sete são novos nomes ou parlamentares que retornam à Casa.
A maior bancada será do (Republicanos) e (PL), com cinco parlamentares. Em seguida aparecem MDB, com três, e UNIÃO também com três.
Eduardo Fortes (Republicanos) - 3,85% dos votos válidos (35.258 votos) - Reeleito
Leo Barbosa (Republicanos) - 3,84% dos votos válidos (35.212 votos) - Reeleito
Moisemar Marinho (PL) - 2,85% dos votos válidos (26.158 votos) - Reeleito
Vilmar (PL) - 2,84% dos votos válidos (26.006 votos) - Reeleito
Luciano Oliveira (PSD) - 2,67% dos votos válidos (24.472 votos) - Retorna
Cleiton Cardoso (Republicanos) - 2,61% dos votos válidos (23.960 votos) - Reeleito
Dr. Danilo Alencar (MDB) - 2,51% dos votos válidos (22.997 votos) - Reeleito
Vanda Monteiro (União) - 2,42% dos votos válidos (22.169 votos) - Reeleito
Claudia Lelis (PV) - 2,39% dos votos válidos (21.907 votos) - Reeleita
Raul Cayres (MDB) - 2,38% dos votos válidos (21.898 votos) - Eleito
Wiston Gomes (PL) - 2,38% dos votos válidos (21.797 votos) - Reeleito
Gipão (PL) - 2,34% dos votos válidos (21.469 votos) - Reeleito
Valdemar Júnior (MDB) - 2,29% dos votos válidos (20.957 votos) - Reeleito
Eduardo do Dertins (União) - 2,25% dos votos válidos (20.596 votos) - Reeleito
Nilton Franco (União) - 2,23% dos votos válidos (20.465 votos) - Reeleito
Marcus Marcelo (PL) - 2,22% dos votos válidos (20.354 votos) - Reeleito
Jorge Frederico (PSDB) - 2,16% dos votos válidos (19.752 votos) - Reeleito
Marcos Junior (Podemos) - 2,04% dos votos válidos (18.668 votos) - Eleito
Toinho de Andrade (PSDB) - 1,96% dos votos válidos (17.947 votos) - Retorna
Ivory De Lira(PCdoB) - 1,68% dos votos válidos (15.404 votos) - Reeleito
Paulinho do Bonifácio (Podemos) - 1,51% dos votos válidos (13.809 votos) - Eleito
Katia Chaves (Republicanos) - 1,44% dos votos válidos (13.159 votos) - Eleita
Eduardo Madruga (Republicanos) - 1,13% dos votos válidos (10.329 votos) - Retorna
Marcos Duarte (PRD) - 1,06% dos votos válidos (9.733 votos) - Retorna
Como fica a composição partidária
REPUBLICANOS: 5 cadeiras
PL: 5 cadeiras
MDB: 3 cadeiras
UNIÃO: 3 cadeiras
PSDB: 2 cadeiras
PODEMOS: 2 cadeiras
PSD: 1 cadeira
PV: 1 cadeira
PCdoB: 1 cadeiras
PRD: 1 cadeira
Eduardo Gomes (PL): Reeleito com 27,2% dos votos válidos (cerca de 446.887 votos), garantindo mais um mandato de oito anos (2027–2035)
Alexandre Guimarães (MDB): Elegeu-se para o primeiro mandato no Senado com 19,15% dos votos válidos (cerca de 313.991 votos)
Por Victor Schneider
O senador Eduardo Gomes (PL) e o deputado federal Alexandre Guimarães (MDB) foram eleitos neste domingo (4) para as duas vagas do Tocantins no Senado Federal.
Com 98,81% das urnas apuradas, Gomes tinha 27,26% dos votos válidos, enquanto Guimarães registrava 19,15%.
Eduardo Gomes (PL): 27,26%;
Alexandre Guimarães (MDB)L 19,15%;
Eli Borges (Republicanos): 16,44%;
Gaguim (União): 15,51%;
Paulo Mourão (PT): 7,86%;
Ronaldo Dimas (Podemos): 5,51%;
Vanderlei Luxemburgo (Podemos): 4,12%;
Professor Osvaldo (Psol): 2,16%;
Coronel Nilton Santos (Novo): 0,88%;
Fábio Ribeiro (Rede): 0,47%;
Osvany Luz (Democrata): 0,30%;
Hélio Rodrigues Bolsonaro (Democrata): 0,19%;
Apóstolo Flávio Braga (DC): 0,13%.
Quem é Eduardo Gomes
Carlos Eduardo Torres Gomes nasceu em Estância (SE), em 28 de abril de 1966. Formado em gestão pública, iniciou a carreira política como vereador de Palmas, onde exerceu dois mandatos entre 1997 e 2003. Em seguida, foi eleito deputado federal e permaneceu na Câmara por três mandatos consecutivos, de 2003 a 2015.
Em 2018, foi eleito senador pelo Tocantins para o mandato iniciado em 2019. Em 2026, concorreu à reeleição pelo PL.
Quem é Alexandre Guimarães
José Alexandre Domingues Guimarães nasceu em Araguaína (TO), em 19 de fevereiro de 1986. É advogado e produtor agropecuário. Antes de chegar ao Congresso Nacional, foi vice-prefeito de Novo Repartimento (PA), entre 2017 e 2020.
Em 2022, foi eleito deputado federal pelo Tocantins e assumiu o mandato em 2023. Em 2026, deixou a disputa pela Câmara para concorrer a uma das duas vagas do Senado pelo MDB.
Além de disputar cerca de 9,3 milhões de votos dos candidatos derrotados, os dois terão de buscar eleitores que não foram às urnas
Por Mariana Saraiva
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) terão o desafio de conquistar parte dos 9,3 milhões de votos dados aos candidatos que ficaram fora do segundo turno da disputa presidencial. Além desse eleitorado, as campanhas buscam atrair um universo de mais de 39 milhões de pessoas que votaram em branco, nulo ou não compareceram às urnas.
Com 99,99% das seções totalizadas, os candidatos que não avançaram para o segundo turno somavam 9.316.510 votos. Já as abstenções chegaram a 33.467.247, enquanto 2.300.710 eleitores votaram em branco e 3.673.899 anularam o voto.
Somados, os votos dos candidatos derrotados, os brancos, os nulos e as abstenções chegam a 48.758.366. O número representa o universo de eleitores que, no primeiro turno, não deram um voto válido a Lula ou Flávio.
A conta, porém, não significa que os dois candidatos estejam disputando diretamente 48,7 milhões de votos. Os cerca de 9,3 milhões de votos nos candidatos derrotados formam o principal contingente potencialmente sujeito à migração, enquanto brancos, nulos e abstenções dependerão de uma nova decisão dos eleitores no segundo turno.
Confira a votação dos candidatos no primeiro turno:
Flávio Bolsonaro (PL): 56.103.526 votos — 47,03%
Lula (PT): 53.874.247 votos — 45,16%
Augusto Cury (Avante): 3.448.565 votos — 2,89%
Renan Santos (Missão): 2.675.883 votos — 2,24%
Ronaldo Caiado (PSD): 2.605.142 votos — 2,18%
Romeu Zema (Novo): 326.486 votos — 0,27%
Demais candidatos: cerca de 260 mil votos
Outros números do primeiro turno:
Votos dos candidatos que ficaram fora do 2º turno: 9.316.510
Abstenções: 33.467.247
Votos brancos: 2.300.710
Votos nulos: 3.673.899
Total: 48.758.366
Ampliação das bases
A partir de agora, Lula e Flávio terão de ampliar suas respectivas bases eleitorais. A estratégia das campanhas deverá incluir a busca por eleitores que apoiaram os candidatos derrotados, além da tentativa de mobilizar quem não compareceu às urnas e aqueles que optaram pelo voto em branco ou nulo.
De acordo com o cientista político Gabriel Amaral, o primeiro desafio para os dois candidatos será compreender por que esses eleitores escolheram não votar em nenhum deles quando tinham outras alternativas.
“Flávio Bolsonaro parte de uma posição favorável para atrair candidaturas que estavam à direita e ao centro-direita, mas precisa convencer justamente o eleitor antipetista que, mesmo diante de Lula, preferiu outro nome. Lula enfrenta uma dificuldade distinta: precisa oferecer ao eleitor moderado e insatisfeito com o governo uma razão para escolhê-lo que vá além da rejeição ao bolsonarismo”, afirmou.
Segundo Amaral, as duas campanhas também precisarão mudar a linguagem adotada no primeiro turno.
“No primeiro turno, mobilizar as próprias bases era suficiente para garantir presença na etapa seguinte; agora, será necessário falar com quem não estava originalmente convencido. O candidato que simplesmente repetir o discurso utilizado até aqui corre o risco de confirmar justamente as razões pelas quais esses eleitores procuraram uma terceira alternativa”, avaliou.
Para o cientista político, o apoio dos candidatos derrotados pode influenciar a decisão de seus eleitores, mas não representa uma transferência automática de votos.
“O apoio de um candidato derrotado oferece estrutura partidária, palanques regionais e sinalização política. Ele também pode funcionar como uma espécie de autorização para que seu eleitor considere votar em alguém que não era sua primeira escolha. Esse efeito tende a ser maior quando existe proximidade política e ideológica entre as candidaturas”, afirmou.
Para Murilo Borsio Bataglia, doutor em Direito Constitucional, o segundo turno exige uma mudança de estratégia por parte dos dois candidatos.
“Lula e Flávio precisam buscar convergências com os eleitores das candidaturas eliminadas, especialmente aqueles que votaram em alternativas de centro, direita ou terceira via, sem presumir que os votos serão transferidos automaticamente”, argumentou.
Segundo Borsio, o desafio também envolve ampliar a legitimidade para governar um país com pluralidade de pensamentos. “Politicamente, o desafio é ampliar a legitimidade para governar um país plural, mediante alianças, compromissos programáticos e capacidade de diálogo, e não apenas acordos entre dirigentes partidários”, ressaltou.
Na avaliação do professor, temas como economia, emprego, segurança pública, terras raras, interferência estrangeira no Brasil, soberania digital, poder das big techs, petróleo, inteligência artificial, educação, saúde, políticas sociais e estabilidade institucional devem ocupar o centro da disputa.
“O eleitor tende a avaliar tanto o desempenho do governo quanto as expectativas sobre o próximo mandato. Lula precisa defender os resultados de sua gestão e apresentar perspectivas para o futuro; Flávio Bolsonaro precisa demonstrar capacidade de governabilidade, consistência programática e articulação política”, ponderou.
Borsio também destacou que a Constituição estabelece princípios que devem nortear o debate eleitoral.
“A Constituição oferece o marco dessa disputa: o artigo 1º estabelece a cidadania, a dignidade humana e o pluralismo político como fundamentos da República, enquanto o artigo 3º estabelece objetivos como desenvolvimento nacional e redução das desigualdades. Minha análise é que o segundo turno será decidido pela combinação entre avaliação econômica, confiança, rejeição e capacidade de apresentar um projeto de país que ultrapasse a polarização”, concluiu.