A decisão do ex-governador se deu depois de conversa interna com PSD e a legenda optar pela neutralidade na disputa presidencial
Por Júlia Mano
O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) declarou nesta segunda-feira (5) que anunciará apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. O goiano terminou a disputa ao Palácio do Planalto em quinto, com 2.605.148 votos, equivalente a 2,18%.
Caiado contou à coluna que conversou por telefone com Flávio após uma ligação feita pelo candidato à Presidência, que terminou o primeiro turno da eleição à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio deverá ser feito em evento em Goiânia, na terça-feira (6), às 14h.
No domingo (4), o presidente nacional do Partido Social Democrático (PSD), Gilberto Kassab, anunciou que a legenda ficará neutra no segundo turno da disputa presidencial. Dessa forma, os diretórios estaduais e os seus integrantes podem definir individualmente se apoiarão Flávio ou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Logo depois de definida a ida da disputa presidencial ao segundo turno, Caiado disse que iria conversar primeiro com Kassab antes de definir seu posicionamento para a próxima etapa do pleito presidencial.
Em reunião com aliados para tentar reverter desvantagem contra Flávio, Lula conclamou esforço conjunto e indicou intenção de comparecer a debates
Por Victor Schneider
Depois de reunião com uma frente de aliados dentre eleitos e derrotados nesta segunda-feira (5), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou confiança na capacidade de reverter a desvantagem no segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). O petista fechou o primeiro turno com 45% dos votos, ante 47% do filho mais velho de Jair Bolsonaro.
Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e da senadora eleita Marília Arraes (PDT-PE), Lula falou sobre a decepção com o resultado, mas avaliou que sua campanha paga o preço da crise de confiança no Supremo Tribunal Federal (STF), cuja relação dos ministros com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro paira sob dúvida e indícios ainda não explorados a fundo.
“Estamos carregando nas costas uma coisa muito grave, que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte depois dessas denúncias", disse Lula, que foi aplaudido pelos presentes.
Além disso, em busca de reverter o cenário adverso, o petista ajustou o discurso político e defendeu que é o único candidato "antissisema" da disputa presidencial. "Só tem um candidato antissistema: eu", disse. Apesar da afirmação, Lula fez diversos acenos aos ministros do Supremo ao longo da campanha, inclusive ao receber integrantes da Corte em reuniões fora da agenda para discutir a crise no Judiciário.
Lula manteve o bom humor ao relembrar a recuperação que teve no segundo turno das eleições de 2006 justamente contra o seu agora vice. Naquele pleito, o petista ganhou 12 milhões de votos entre os turnos, enquanto Alckmin teve uma incomum queda de 2 milhões de votos.
“Eu estou convencido que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República nos segundo turno", afirmou.
A governadores, senadores, deputados e outros líderes do PT e de partidos aliados, Lula indicou que pode passar a focar mais em segurança pública nas próximas semanas ao tentar avançar com a proposta que expande o poder do governo federal no combate ao crime, em um papel que hoje é dos estados.
“A verdade é que ficou claro para todo mundo hoje que o estado sozinho não dá conta da segurança pública. e por que não dá conta? porque a bandidagem cresceu. o crime organizado cresceu, ficaram sofisticados, se transformaram em uma indústria multinacional, entraram no poder judiciário, nos partidos políticos, nos clubes de futebol. Entraram em tudo em quanto é lugar", afirmou.
Outro ponto citado pelo presidente foi a maior abstenção desde 1998, que prejudicou o PT a conseguir repetir resultados que levaram Lula a ser eleito em 2022. Ele avaliou ser preciso compreender a razão pela qual os cerca de 33 milhões de brasileiros abriram mão de ir às urnas e fazer chegar à população o que considera ser o risco de perder para o “herdeiro do fascismo", em referência a Flávio.
"São 30 milhões de pessoas que não foram votar, o que aconteceu com essas pessoas?", questionou. "O que nós temos que fazer é tentar convencer [...] e devolver o interesse no processo eleitoral", emendou.
Ao final, citou que o Partido dos Trabalhadores terá 20 dias para "desnudar" o que está por detrás da preferência por Flávio Bolsonaro.
“É 20 dias em que a gente vai ter que colocar para fora aquilo que a gente devia estar colocando o ano inteiro. Tentando desnudar o que está por detrás da eleição de um possível herdeiro do fascismo nesse país [...] Em 20 dias temos que fazer mais rápido e mais bem feito. Esse é o desafio”.
Candidato à Presidência pelo PL poderá visitar o estado antes da votação do segundo turno, em 25 de outubro
Com Assessoria
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), volta a se posicionar ao lado do grupo político ligado à família Bolsonaro na eleição presidencial. Em 2022, já reeleito para o Governo do Tocantins no primeiro turno, Wanderlei declarou apoio à candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência no segundo turno. Quatro anos depois, mantém o posicionamento em relação à família Bolsonaro e declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.
“Agora há pouco conversamos com o nosso presidente Flávio Bolsonaro, que agradeceu pela votação que teve no nosso estado e também em todo o Brasil. Vai ser o nosso presidente, está com Dorinha aqui no segundo turno, virá fazer uma visita ao Tocantins, se Deus quiser”, destacou o governador nesta segunda-feira, 5, durante reunião com a candidata ao governo Professora Dorinha (União Brasil) e o senador reeleito Eduardo Gomes, que colocou Flávio em uma chamada de vídeo.
No Tocantins, Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 469.321 votos neste último domingo, 4 de outubro, o equivalente a 50,44% dos votos válidos.
Também participaram do encontro o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, o deputado estadual Léo Barbosa e outras lideranças que integram o grupo político que apoia a candidatura de Dorinha no segundo turno.
Apoio em 2022
Já reeleito governador do Tocantins no primeiro turno em 2022, com 58% dos votos válidos, Wanderlei declarou apoio à candidatura de Bolsonaro à Presidência no segundo turno e, em 17 de outubro daquele ano, viajou a Brasília para se encontrar com o então presidente no Palácio da Alvorada. Na ocasião, colocou sua representatividade política à disposição da campanha pela reeleição de Bolsonaro.
Candidata ressaltou campanha limpa, agradeceu os eleitores e apoiadores, destacou eleição de sete deputados federais e 19 estaduais aliados e anunciou mobilização para ampliar votos
Texto: Cidiane Carvalho
A Professora Dorinha (União Brasil) avançou à frente na disputa pelo Governo do Tocantins e enfrentará Vicentinho Júnior (PSDB) no segundo turno, marcado para 25 de outubro. Após a confirmação do resultado neste domingo (04), com 45,52% para a candidata e 43,94% para o adversário, Dorinha agradeceu aos eleitores e apoiadores e anunciou que vai intensificar as visitas aos municípios para conquistar os votos necessários à vitória.
“Obrigada pelos votos que nos deram, eu e o Atos Gomes. Obrigada por acreditarem. Energia positiva, muita gratidão a todos vocês. Vamos continuar a pedir voto, discutir, apresentar nossas propostas. E é isso que nós vamos fazer”, afirmou Dorinha, diante de militantes e lideranças políticas.
Grupo conquistou mais cadeiras no Congresso e Assembleia
A candidata agradeceu o trabalho das equipes que percorreram o estado e parabenizou os candidatos eleitos. Foram sete das oito vagas para a Câmara dos Deputados e 19 das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa, além da reeleição do senador Eduardo Gomes (PL).

“Nós elegemos sete dos oito deputados federais, 19 deputados estaduais. Elegemos o nosso senador. A força dessa bancada será decisiva para garantir recursos e atender às necessidades dos municípios e do estado”.
Trabalho no segundo turno
Com a liderança no primeiro turno, a candidata convocou os apoiadores a ampliar o trabalho nas ruas e buscar quem fez outra escolha nesta primeira votação. “Nós queremos mais. Queremos mostrar e conquistar cada tocantinense, mostrando quais são os nossos compromissos e o que vamos fazer”, declarou.
Dorinha afirmou que, a partir de agora, buscará o diálogo com os eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno. A orientação é ampliar as conversas, apresentar os compromissos de governo e buscar novos apoios.
“Vamos olhar os municípios em que nós não ganhamos e vamos conversar com o nosso povo. Vamos conversar com a nossa gente. Vamos apresentar as nossas propostas e projetos”, declarou.
Apoios
O candidato a vice-governador, Atos Gomes (Republicanos), convocou os apoiadores a transformar a mobilização em novas ações nas ruas e nas comunidades. “Traga mais um amigo, chame mais um familiar, visite mais uma casa, mande mensagem para mais um colega. Agora vamos trabalhar com mais vontade”, disse.

Reeleito para o Senado, Eduardo Gomes destacou a eleição dos deputados federais aliados e citou Janad Valcari (PP) e Jair Farias (União Brasil) entre os nomes com maior votação. O senador agradeceu aos eleitores e anunciou dedicação à campanha de Dorinha até a nova votação e cantou o jingle do segundo turno. “Daqui para o dia 25 eu não durmo. É Dorinha no segundo turno”, afirmou. O senador também fez questão de ressaltar que Dorinha é a candidata a governadora do PL, do candidato a presidente Flávio Bolsonaro.
Deputada federal mais votada do Estado, com quase 100 mil votos, Janad Valcari agradeceu a confiança dos eleitores e defendeu uma campanha ainda mais intensa. “Nós vamos andar na rua. Vamos fazer muito mais”, declarou.
O prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), reafirmou seu apoio e disse que a liderança nas urnas exige trabalho para ampliar a vantagem. “Chegamos à frente. Temos que nos manter à frente”, afirmou. O prefeito prometeu repetir as caminhadas e a mobilização, “com ainda mais vibração”, na capital e no Estado.
A primeira-dama Karynne Sotero agradeceu às mulheres que estiveram na campanha e prometeu redobrar o trabalho para eleger Dorinha. “Nós vamos andar o dobro, o triplo. E nós vamos eleger a primeira mulher a governar esse Estado. Não é só porque ela é mulher, mas porque ela é preparada. Conte comigo 24 horas por dia”, afirmou.
Já o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) anunciou que estará nas ruas em busca de novos votos. “Nós estamos na frente. Nós vamos votar de novo. Nós vamos arrumar mais votos e vamos trabalhar até a vitória no segundo turno”, disse.
Da Assessoria
Em celebração aos 38 anos do Estado do Tocantins, a Associação Amigos do Palacinho realizou um ato solene de hasteamento das bandeiras, reafirmando o compromisso de preservar e valorizar a história do Estado e daqueles que ajudaram a construir sua trajetória.
O momento foi conduzido pelo idealizador e conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins, José Wagner Praxedes; pelo primeiro vice-governador do Tocantins, Darci Martins Coelho; e pelo aluno do 3º ano do Colégio Militar de Palmas, Antônio Maya Vinícius Monteiro.
A Associação Amigos do Palacinho realizou, nesta quinta-feira, 2 de outubro, um ato solene em homenagem aos 38 anos do Tocantins, com o hasteamento das bandeiras do Brasil, do Tocantins e de Palmas. A cerimônia foi realizada no Palacinho, em Palmas, espaço que integra a memória da criação e da construção institucional do Estado.

O hasteamento foi conduzido pelo idealizador e conselheiro decano do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (TCETO), José Wagner Praxedes; pelo primeiro vice-governador do Tocantins, Darci Martins Coelho; e pelo estudante do 3º ano do Colégio Militar de Palmas, Antônio Maya Vinícius Monteiro.
O ato reuniu diferentes gerações em torno da preservação da memória tocantinense. Participaram estudantes do 1º ano, coordenadores do Ensino Médio e representantes do Colégio Militar de Palmas, além de membros da Associação Amigos do Palacinho.
Também prestigiaram a solenidade o conselheiro do TCETO Severiano Costandrade e o conselheiro substituto Adauton Linhares.
A programação contou ainda com a participação da professora Márcia Barbosa e dos compositores e cantores Badinho Araújo e Relmivan Milhomem, que contribuíram para o momento de celebração da identidade e da cultura tocantinenses.
A criação do Tocantins
A história do Tocantins está diretamente ligada ao movimento pela emancipação do antigo norte de Goiás. A criação do Estado foi consolidada pela Constituição Federal de 1988, promulgada em 5 de outubro daquele ano, que determinou o desmembramento da região norte de Goiás para a formação do novo Estado.
A instalação do Tocantins ocorreu em 1º de janeiro de 1989, quando o Estado passou a integrar oficialmente a Federação. Palmas, planejada para ser a capital, foi fundada em 20 de maio de 1989 e tornou-se um dos principais símbolos da nova unidade federativa.
O Palacinho, primeira sede administrativa do Governo do Tocantins, ocupa lugar de destaque nesse processo. Construído para abrigar a estrutura inicial do Executivo estadual, o espaço se tornou um importante patrimônio histórico e cultural, preservando registros de um período decisivo para a formação da identidade tocantinense.
Memória que atravessa gerações
Ao reunir pioneiros, representantes de instituições, estudantes e integrantes da comunidade, a homenagem promovida pela Associação Amigos do Palacinho reforçou o papel da memória na construção da identidade do Estado.
O hasteamento das bandeiras simbolizou não apenas a celebração dos 38 anos do Tocantins, mas também o encontro entre aqueles que participaram de sua criação, os que preservam essa história no presente e as novas gerações que terão a responsabilidade de mantê-la viva.
A Associação Amigos do Palacinho reafirma, assim, seu compromisso com a preservação da história, da memória e do patrimônio cultural do Tocantins.