Cantor estava a bordo da aeronave com o empresário Bruno Avelar; equipes de busca foram mobilizadas na região de Urubici
Por Aline Teixeira
O cantor Rick, da dupla sertaneja Rick & Renner, está desaparecido após o helicóptero em que viajava perder contato nesta segunda-feira (21), na região de Urubici, na Serra de Santa Catarina. O artista estava acompanhado do empresário e palestrante Bruno Avelar. A informação foi confirmada pela assessoria do cantor ao portal Leo Dias.
Segundo informações divulgadas até o momento, a aeronave seguia viagem quando perdeu o sinal e o contato por rádio. O último ponto informado fica na região de Vacas Gordas, em Urubici. Equipes de busca e salvamento foram mobilizadas para localizar o helicóptero e os ocupantes.
Informações divulgadas por veículos locais apontam que a aeronave teria decolado de Balneário Camboriú com destino a São Joaquim. O helicóptero é associado à JTA Empreendimentos e Urbanismo, empresa relacionada ao projeto Ecossistema Neymar Jr.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a localização da aeronave ou sobre o estado de saúde dos ocupantes. Também não está confirmado que tenha ocorrido uma queda. As circunstâncias do desaparecimento ainda são apuradas pelas autoridades.
A região da Serra catarinense registrou condições meteorológicas adversas nesta segunda-feira, com chuva forte. No entanto, ainda não há confirmação de que o mau tempo tenha relação com o desaparecimento da aeronave.
Intervenção da Prefeitura de Palmas já tem dois trechos liberados para o tráfego e, nesta segunda-feira, 21, ganhou nova frente de trabalho entre as Ruas 17 e 11
Da Assessoria
A obra de requalificação da Avenida Tocantins, em Taquaralto, já ultrapassou a marca de 50% de execução apenas 20 dias após o início dos serviços. Iniciada no último dia 1º, a intervenção realizada pela Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação (Seihab), segue em ritmo acelerado e já conta com dois trechos concluídos e liberados para a circulação de veículos.
Nesta segunda-feira, 21, as equipes iniciaram os serviços em mais um trecho da avenida, entre as Ruas 17 e 11, com frentes de trabalho simultâneas nos dois sentidos da via. Enquanto equipes retiram a ciclovia localizada no canteiro central para a ampliação da faixa destinada à circulação de veículos, outras já executam o tratamento da base que receberá a nova pavimentação em Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ).
Execução em etapas
A estratégia adotada pela Prefeitura de Palmas prevê a execução da obra por etapas, com intervenções em trechos menores e liberação gradativa das áreas concluídas. O planejamento busca garantir o andamento dos serviços e, ao mesmo tempo, reduzir os impactos no trânsito e no funcionamento dos estabelecimentos comerciais ao longo da avenida.
O andamento dos serviços já é percebido por quem trabalha diariamente na Avenida Tocantins. Técnico em manutenção de celulares, Walison Santos destaca a velocidade da execução e a forma como os serviços estão sendo realizados. “Está bem rápida a obra. E o melhor de tudo é que já vão quebrando e fazendo o asfalto imediatamente. Essa obra é a melhor coisa que fizeram nessa avenida nos últimos anos. Isso aqui, em horário de pico, fica tudo congestionado”, afirmou.
Em programa eleitoral desta segunda-feira, a candidata detalha compromissos como o fim do FET, a implantação da ZPE em Araguaína e o fortalecimento da agricultura familiar
Da Assessoria
O programa eleitoral da candidata ao governo do Tocantins, Professora Dorinha (União Brasil), desta segunda-feira, 21 de setembro, centrou-se no fortalecimento do agronegócio e na industrialização do estado. A campanha destacou a vocação agrícola da região, projetando transformar o Tocantins no maior polo logístico do Brasil Central para atrair agroindústrias, como frigoríficos e usinas de biodiesel, e gerar mais emprego e renda para os cidadãos.
No topo das prioridades e compromissos de infraestrutura apresentados estão a implantação da ZPE (Zona de Processamento de Exportação) em Araguaína e o fim do FET (Fundo Estadual de Transporte). A candidata comprometeu-se ainda a recuperar e construir estradas, investir nas plataformas da Ferrovia Norte-Sul e lutar pela criação da Hidrovia Araguaia-Tocantins, com o objetivo de integrar a logística e reduzir os custos de escoamento da produção. “Queremos o Tocantins industrializado, com frigoríficos, fábricas de ração, usinas de biodiesel e outras empresas. Quem vai ganhar é o tocantinense, com mais empregos, dinheiro no bolso e oportunidades reais que vão transformar a vida de quem vive aqui”, pontuou a candidata.
Agricultura familiar
A agricultura familiar e a capacitação profissional também foram abordadas como pilares essenciais do projeto. Dorinha assegurou facilitar o acesso a crédito e à assistência técnica para os pequenos produtores, além de traçar a criação de uma central de distribuição focada na produção local de hortaliças e frutas. A qualificação da mão de obra será feita através de parcerias com o Sistema S e com instituições de ensino.
O programa contou com o apoio de eleitores e de figuras de destaque, incluindo o presidente licenciado da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, e a ex-ministra da Agricultura, senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ao encerrar a transmissão, Dorinha apresentou as suas credenciais profissionais, recordando a sua experiência prévia como secretária de Estado, deputada federal e senadora, pedindo um voto com um discurso focado na seriedade e na sua capacidade de trabalho.
Assista ao programa aqui: https://www.instagram.com/reel/DdjmBu3Bt9v/
Por Edson Rodrigues e Edivaldo Rodrigues
A capacidade de prefeitos, vereadores e lideranças municipais de transformar apoio político em voto coloca à prova uma das mais antigas engrenagens da política tocantinense. Durante meses, candidaturas ao Governo, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa trabalharam para construir bases nos 139 municípios. Houve adesões, reuniões, grandes eventos, declarações públicas e montagem de estruturas eleitorais.
Agora chegou a hora da verdade.
O Observatório Político de O Paralelo 13 chama atenção para uma realidade que poderá produzir surpresas no próximo dia 4 de outubro: apoio político não significa transferência automática de votos.
O prefeito pode declarar apoio. O vereador pode subir no palanque. A liderança pode gravar vídeo, participar de reunião e pedir voto. Tudo isso tem importância política. Mas ninguém entra na cabine de votação junto com o eleitor.
O Tocantins possui mais de 1,18 milhão de eleitoras e eleitores aptos a votar. É esse universo que decidirá quem governará o Estado, quem ocupará as duas cadeiras do Tocantins no Senado e quem representará os tocantinenses na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.
PREFEITO TEM FORÇA. MAS NÃO É DONO DO VOTO

Não se trata de diminuir a importância dos prefeitos. Eles possuem estrutura, conhecimento do território, relacionamento com vereadores, secretários e lideranças comunitárias, além de capacidade de mobilização. Mas existe uma diferença entre influenciar e controlar. Essa diferença poderá aparecer claramente nas urnas, principalmente quando uma mesma base municipal reúne apoios a diferentes candidatos.
Como garantir que o eleitor seguirá todas as orientações recebidas? Como saber, depois da eleição, qual voto veio da influência de determinado prefeito, vereador ou liderança? Não existe recibo dentro da urna.
GUARAÍ E PORTO NACIONAL MOSTRAM A COMPLEXIDADE

Guaraí ajuda a ilustrar esse cenário. Segundo as informações políticas reunidas pelo Observatório, a prefeita Fátima Coelho já havia manifestado apoio às candidaturas de Eduardo Gomes e Alexandre Guimarães ao Senado e, nesta reta final, também apareceu em manifestações de apoio a Eli Borges. O caso mostra como uma mesma estrutura municipal pode abrigar diferentes candidaturas disputando o mesmo eleitorado.

Porto Nacional também será um laboratório interessante. O prefeito Ronivon Maciel mantém relações políticas com diferentes candidaturas proporcionais, entre elas Jannad Valcari, Ricardo Ayres e Iratã Abreu, conforme as articulações acompanhadas pelo Observatório. Somente as urnas permitirão saber como esses apoios se traduziram em votos. E essa será uma das informações políticas mais interessantes do dia 4 de outubro: quem realmente conseguiu transformar apoio de liderança em voto popular?
TERCEIRIZAR CAMPANHA É UM RISCO
Aqui está o alerta do Observatório Político de O Paralelo 13. Candidato que entrega sua campanha exclusivamente nas mãos de prefeito, vereador ou liderança corre risco. Prefeito abre portas. Vereador apresenta lideranças. Secretário ajuda na mobilização. Cabo eleitoral conhece o bairro. Tudo isso importa. Mas nenhum deles substitui o candidato.
Nesta reta final, quem ainda não conseguiu estabelecer uma relação própria com o eleitor precisará intensificar o corpo a corpo, conversar, conceder entrevistas, participar de debates e explicar diretamente por que pretende ocupar determinado cargo.
Eleição não pode ser terceirizada.
OS GRANDES COLÉGIOS, OS INDECISOS E O BOLSO DO ELEITOR

É nos grandes centros eleitorais que essa independência do voto merece atenção especial. Palmas possui mais de 218 mil eleitores, enquanto Araguaína reúne mais de 120 mil. Quanto maior a cidade, mais difícil se torna imaginar uma única liderança política determinando o comportamento de dezenas de milhares de pessoas. E existe outro componente que entra na cabine junto com o eleitor: sua realidade econômica. Dados apresentados no levantamento que acompanha esta análise apontam mais de 668 mil adultos inadimplentes no Tocantins, equivalentes a 57,12% da população adulta. Bancos e cartões aparecem entre as principais origens dessas dívidas.
É o eleitor preocupado com a conta de energia, supermercado, cartão de crédito, financiamento, salário e orçamento familiar que também avaliará as candidaturas. Por isso, as últimas semanas podem produzir movimentações importantes entre aqueles que ainda não consolidaram suas escolhas.
O SEGUNDO VOTO PARA O SENADO
Na eleição para o Senado existe ainda uma particularidade fundamental: em 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. Isso torna muito mais complexa qualquer tentativa de “entregar” votos.
Uma liderança pode indicar dois nomes. O eleitor pode seguir apenas um. Pode escolher dois candidatos pertencentes a grupos políticos diferentes ou simplesmente construir sua própria combinação.
Por isso, o segundo voto permanece uma das grandes incógnitas da eleição para o Senado. Fotografia de palanque não significa, necessariamente, voto dobrado na urna.
AS URNAS VÃO MEDIR A FORÇA DAS LIDERANÇAS

O resultado de 4 de outubro permitirá fazer uma leitura que vai além de quem ganhou ou perdeu. Será possível comparar os apoios anunciados com as votações efetivamente obtidas em cada município. Quem prometeu força política conseguiu demonstrá-la? Quem reuniu multidões conseguiu votos? Quem declarou apoio a vários candidatos conseguiu ajudar todos? E quem dizia possuir determinado território eleitoral realmente mostrou essa força nas urnas?
As urnas responderão. Até 4 de outubro, novas pesquisas de institutos nacionais e locais ainda chegarão ao conhecimento dos tocantinenses. Cada levantamento deve ser analisado considerando quem realizou a pesquisa, período de campo, amostra, margem de erro, nível de confiança e registro na Justiça Eleitoral.
Depois da votação será possível comparar os últimos levantamentos com o resultado efetivamente registrado nas urnas.
Pesquisa ajuda a compreender o momento.
Urna determina o resultado.
O VOTO NÃO TEM DONO
Não confundam apoio com voto. Não confundam reunião cheia com urna cheia. Não confundam estrutura política com controle do eleitor.
Prefeitos e vereadores continuam sendo peças importantes da engrenagem política tocantinense. Ajudam a mobilizar, organizar e aproximar candidaturas do eleitorado. Mas as eleições de 2026 mostrarão qual é a capacidade real de transferência de votos dessas lideranças.
No dia 4 de outubro, cada eleitor estará sozinho diante da urna. Prefeito não votará pelo eleitor. Vereador não apertará o “confirma”. Liderança nenhuma entrará na cabine com ele.
E somente as urnas mostrarão quem realmente conseguiu conquistá-lo.
ESTAMOS DE OLHO...
Levantamento mostra rejeição em todas as áreas; o controle dos gastos públicos é o setor que causa maior insatisfação entre os brasileiros hoje
Com Agência Estado
A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é mal avaliada em todas as áreas de atuação, aponta pesquisa Ipsos/Ipec divulgada nesta segunda-feira (21/9). O levantamento mostra que o petista tem mais menções negativas do que positivas em todos os quesitos analisados.
O controle de gastos públicos é a área com pior avaliação. Para 24% dos entrevistados, a gestão é ótima ou boa no assunto, enquanto 54% a consideram ruim ou péssima.
O combate à inflação é visto de forma positiva por 25% das pessoas, enquanto 51% avaliam a atuação do presidente como ruim ou péssima. Índices semelhantes foram registrados na avaliação da segurança pública.
A educação é a área mais bem avaliada do governo, com 35% dos entrevistados a considerando ótima ou boa. Ainda assim, 41% julgam o setor como ruim ou péssimo. Em seguida, o combate à fome e à pobreza registra o segundo melhor índice, com 34% de ótimo ou bom e 43% de ruim ou péssimo.
Na avaliação geral, o governo Lula é tido como ruim ou péssimo por 43% dos entrevistados. Outros 33% o avaliam como ótimo ou bom, e para 23%, a gestão federal é regular.
As áreas de combate ao desemprego, meio ambiente e política externa registraram as maiores quedas na avaliação em relação à pesquisa anterior, de junho. Nos três quesitos, a percepção negativa cresceu cinco pontos percentuais.
Já o controle dos gastos públicos, pior índice da gestão, teve uma melhora. Houve um crescimento de 4% entre os que consideram a atuação do governo boa ou ótima no tema.
A pesquisa Ipsos/Ipec realizou 2.000 entrevistas presenciais em 130 municípios do país entre os dias 9 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%.