Por Edson Rodrigues
Mesmo estando em tratamento de saúde em Goiânia, nossas fontes nos mantêm atualizados com os fatos dos bastidores da sucessão estadual.
Na última quinta-feira, 6 de agosto, surgiu um fato conflitante dentro do grupo político reunido em torno da chapa majoritária encabeçada pela senadora Prof. Dorinha Seabra, candidata a governadora.
Com sua candidatura ao Senado garantida em convenção, o deputado federal Carlos Gaguim (União Brasil) surpreendeu a todos ao anunciar o nome da sua primeira suplente: a advogada Dalide Corrêa (Agir).

Acontece que Dalide é ligada ao vice-prefeito de Palmas, Carlos Veloso, e fez parte da “equipe” montada por ele quando resolveu bater o pé, acreditando que ficaria como prefeito até o fim do atual mandato, apoiado pelo grupo empresarial Montes Sião, um dos maiores do estado, ligado ao pastor Amarildo Martins — de quem o vice-prefeito é sobrinho.
Segundo nossas fontes, Gaguim estaria, com esse gesto, dando um recado claro ao prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos: caso eleito senador, estaria em palanque oposto à natural candidatura do atual prefeito à reeleição em 2028.
Ainda de acordo com nossas fontes, caso a indicação de Dalide não fosse aprovada, o vice-prefeito, o grupo Montes Sião e Amarildo Martins levariam o Agir para a campanha do deputado federal Vicentinho Júnior ao governo.
CARTILHAS DIFERENTES

Eduardo Siqueira Campos deixou claro quem seriam seus candidatos nesta eleição. Ele e Carlos Gaguim, há muito tempo, rezam por cartilhas diferentes e definitivamente não fazem parte de um mesmo grupo político — mesmo que ambos estejam apoiando Dorinha Seabra para o governo.
Além disso, o gesto de Gaguim de trazer o Agir para o grupo palaciano fragilizaria e praticamente inviabilizaria as candidaturas ao Senado do deputado federal Pastor Eli Borges, de Vanderlei Luxemburgo e de Ronaldo Dimas, criando um abismo difícil de ser superado pelo grupo palaciano antes da eleição em outubro.
MUNIZ ARAÚJO
Sob forte pressão, Gaguim capitulou de sua escolha e, no lugar de Dalide, anunciou Muniz Araújo, ex-prefeito de Tocantínia e de uma universidade na capital.
Mas o episódio revelou a primeira “rachadura no casco do Titanic”, como é conhecido o numeroso grupo de partidos que compõem a frente de apoio a Dorinha Seabra ao governo do estado.
No momento, esta é nossa leitura política. O tempo dirá...
NOTA DE PESAR
Por Edson Rodrigues
Nesta sexta-feira, 07 de agosto, recebi uma mensagem da minha querida amiga e irmã Lívia Siqueira dizendo: “Israel acaba de falecer”. Foi uma notícia devastadora, que nos mergulhou em uma profunda tristeza e solidão. Um sentimento que todos os que conheceram Israel Siqueira compartilham neste momento: a perda avassaladora não apenas de um amigo, mas de um pai, de um protetor e do porto seguro de milhares de pessoas.
Israel, o amigo, pai e esposo, partiu para sua morada derradeira. Lá, certamente conquistará o espaço que lhe é de direito, fruto de uma vida dedicada à constante plantação do bem. Sempre com as mãos estendidas, nunca se negou a ajudar aqueles que dele precisaram nos momentos mais difíceis.
Ele fez muito por muitos. Não apenas pela população de Ipueiras, cidade que escolheu e acolheu como seu refúgio, e onde construiu uma verdadeira fortaleza de amor, carinho e atenção aos mais necessitados, tornando-se padrinho espiritual e afetivo de grande parte da comunidade, mas por centenas de famílias de Porto Nacional e região, e por todos que cruzaram seu caminho.
Sua passagem pela Terra nos deixou um ensinamento que só um ser humano do seu quilate poderia transmitir: a humildade e a genuína preocupação com o próximo, seguindo fielmente a doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo: “Amai ao próximo como a ti mesmo”.
Meu coração dói
Particularmente, não encontro palavras suficientes para agradecer o quanto Israel Siqueira foi essencial para mim e minha família. Jamais se negou a estender as mãos, sendo peça fundamental para que meus filhos pudessem se formar e conquistar uma profissão.
Apesar da dor que me consome neste momento, encontro consolo na certeza de que Israel está em sua nova morada, ao lado do Pai Celestial, em um lugar reservado para aqueles que espalharam apenas amor por onde passaram. Tenho convicção de que, de onde estiver, continuará nos iluminando nos momentos de escuridão e guiando nossos passos.
Nossa gratidão ao nosso pai e amigo Israel Siqueira. Muito obrigado por tudo. Você estará sempre em nossas orações, vivo em nossas lembranças e presente em nossos corações.
Gratidão eterna.
Edson Rodrigues, o Nem, e família
Da Assessoria
O governador Wanderlei Barbosa nomeou o advogado Marcos Antônio de Sousa para ocupar a vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), destinada à advocacia pelo Quinto Constitucional, após receber a lista tríplice formada pelo Tribunal Pleno.
Conforme o chefe do Executivo, a escolha de Marcos Antônio de Sousa considerou sua experiência, formação e trajetória na advocacia, qualidades que o governador considera importantes para sua atuação no Tribunal de Justiça.
Ao mesmo tempo, Wanderlei Barbosa estendeu seu reconhecimento a Ercílio Bezerra de Castro Filho e Guilherme Trindade Meira Costa, que igualmente demonstraram, ao longo de suas trajetórias, as qualidades que os credenciaram a integrar a importante lista do TJTO.
Wanderlei Barbosa reafirmou, ainda, seu respeito ao Tribunal de Justiça, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-TO) e a todas as instituições que compõem o sistema de Justiça do Tocantins. O governador destacou, por fim, que seguirá fortalecendo o diálogo e a harmonia institucional, sempre com respeito às atribuições de cada Poder e em benefício da sociedade tocantinense.
Governo do Tocantins
É com imensa tristeza que recebi a notícia da morte de Israel Siqueira de Abreu Campos, tio do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, ocorrida nesta sexta-feira, 7.
Pioneiro no Tocantins, Israel será lembrado pelo legado marcado pelos serviços prestados ao Estado e por sua trajetória política desde a década de 1970. Sua trajetória também foi marcada pela forte presença na consolidação da regularização e da infraestrutura imobiliária no Tocantins.
Neste momento de imensa dor, expresso minha solidariedade aos familiares e amigos. Que todos encontrem conforto e força para atravessar este momento difícil.
Wanderlei Barbosa
Governador do Tocantins
Gaspar indicou R$ 6,2 milhões para São José da Laje (AL) em 2024 O dinheiro foi destinado para pavimentação de ruas, construção e reformas de prédios públicos
Com Estadão Conteúdo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou ontem que a Polícia Federal (PF) apure a existência de indícios de crimes na execução das chamadas emendas Pix, modalidade de transferência especial de recursos públicos por parlamentares a Estados e municípios. A decisão foi tomada após o recebimento de um relatório técnico do Tribunal de Contas da União (TCU), encaminhado ao Supremo em 31 de julho, que identificou irregularidades na destinação dos recursos.
Entre os alvos, estão recursos indicados pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ); pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB); e por outros parlamentares e ex-parlamentares. Gaspar negou irregularidades. Motta não se manifestou. Os congressistas autores das emendas não são investigados até o momento.
Gaspar indicou R$ 6,2 milhões para São José da Laje (AL) em 2024 O dinheiro foi destinado para pavimentação de ruas, construção e reformas de prédios públicos. A verba, porém, não foi movimentada em uma conta bancária específica, o que é proibido, de acordo com o relatório do TCU. Além disso, a prestação de contas não está disponível na plataforma do governo federal.
Motta mandou R$ 1 milhão para Patos (PB), então governada por seu pai, Nabor Wanderley, no mesmo ano. O plano era a manutenção da rede de assistência à população pobre, mas o município não apresentou a prestação de contas sobre o que foi feito com o que dinheiro.
GRUPOS
De acordo com o TCU, a fiscalização de cem emendas Pix, que somam R$ 198,1 milhões destinados a 74 municípios, de 2020 a 2024, destacou quatro grupos de irregularidades: falhas de transparência e rastreabilidade dos recursos, problemas na execução financeira, fraudes e impropriedades em licitações e irregularidades na execução de contratos e obras. O prejuízo ao erário é estimado em R$ 55 milhões.
“O relatório identificou fragilidades estruturais no próprio Transferegov.br consistentes na aceitação de informações genéricas (ausência de detalhamento do objeto) no plano de trabalho; alteração irrestrita dos objetos, dos valores e das metas nos planos de trabalho; e saldos bancários defasados e indutores ao equívoco”, afirmou Dino no despacho.
Decisões do ministro do Supremo têm cobrado transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. Na determinação de ontem, ele disse persistir um “estado de inconstitucionalidade” na execução dos recursos. “Os dados apresentados pelo TCU demonstram a persistência de um estado de inconstitucionalidade, o qual justifica a necessidade de adoção de novas medidas para a conformação da execução das ‘emendas individuais’ aos parâmetros constitucionais de transparência e rastreabilidade”, afirmou Dino.
Ele determinou o envio do relatório do TCU à direção-geral da PF Caso as suspeitas sejam confirmadas, a PF deverá anexar o material a investigações já em andamento ou abrir novos inquéritos, com prioridade para os casos em que o TCU identificou prejuízos.
PRAZO
O magistrado também deu um prazo de dez dias úteis para que o Ministério da Gestão informe as medidas adotadas para corrigir as falhas da plataforma Transferegov.br – apontadas pelo TCU como um dos fatores que comprometem a rastreabilidade das emendas. Em outra frente, o ministro mandou que os Estados, o Distrito Federal e os municípios passem a adotar nas leis orçamentárias de 2027 um sistema padronizado para identificar as emendas e ampliar a transparência.
A emenda Pix, revelada pelo Estadão, é um recurso pago pelo governo federal a Estados e municípios a pedido de congressistas. O dinheiro cai nos cofres estaduais e municipais sem finalidade definida e antes de qualquer projeto, licitação ou obra. É possível saber qual parlamentar indicou, mas não o que foi feito com o dinheiro.
DEPUTADO

Dino concedeu um prazo também de dez dias para que o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a Câmara se manifestem sobre notícias de que recursos de emendas de autoria do parlamentar petista destinados ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) teriam sido usados para comprar produtos de cooperativas de um Estado diferente daquele pelo qual foi eleito. O Estadão procurou Lindbergh, mas não houve resposta.
À Câmara e ao Senado, o ministro determinou a apresentação de uma manifestação conjunta – as Casas deverão indicar quais informações devem prevalecer para “fins de rastreabilidade” e informar, por exercício financeiro e modalidade de emenda, a quantidade e os valores dos empenhos.