Ministros vão analisar relatório da PF que reúne mensagens de Vorcaro a Moraes e decidir se há elementos para abertura de investigação contra magistrado

 

 

Da Assessoria

 

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai transmitir ao vivo na próxima terça-feira (15), a partir das 10h, a sessão que pode definir o futuro do ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte.

 

A reunião será veiculada na Rádio e TV Justiça e no canal oficial da Corte no YouTube.

 

No plenário, ministros vão analisar o relatório da Polícia Federal (PF) que reúne mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, para Moraes e decidir se as informações tornadas públicas pelo ministro André Mendonça podem ser utilizadas.

 

Só então a Corte vai decidir se há elementos suficientes para abrir uma investigação formal contra Moraes ou se o material deve ser arquivado.

 

A Procuradoria-Geral da República já se manifestou pela nulidade do relatório, argumentando que um ministro não pode ordenar apuração contra outro e que Mendonça extrapolou limites de sua competência ao pedir diligências sem pedido do Ministério Público ou da própria PF na fase pré-processual do caso.

 

Vale lembrar que o chefe da PGR, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, também são mencionados em algumas conversas de Vorcaro com interlocutores.

 

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, assumiu nesse sábado (12) a relatoria do caso Vorcaro-Moraes e marcou para 23 de setembro uma sessão para analisar supostas irregularidades da PF na investigação das fraudes do Banco Master e alegações de abuso de autoridade atribuídas a Mendonça.

 

Outra decisão tomada por Fachin ontem foi a paralisação dos casos Master e INSS, que seguem sob relatoria de Mendonça. O magistrado determinou remessa à presidência da Corte dos processos relacionados a essas duas investigações.

 

Na prática, Mendonça não poderá tomar decisões em ambos os casos sem anuência de Fachin.

 

 

 

Posted On Segunda, 14 Setembro 2026 05:38 Escrito por

A decisão foi tomada em 24 de julho a partir de um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República em 19 de junho

 

 

Com Jornal de Brasília

 

 

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o bloqueio de mais de R$ 1,9 bilhão em bens no exterior de propriedade do Banco Master e de empresas pertencentes ao grupo. Entre os objetos listados, estão obras de arte, mansões nos Estados Unidos, embarcações e automóveis de luxo. Também foram alvo da medida R$ 21,4 bilhões em ativos das instituições financeiras liquidadas e imóveis ligados às empresas.

Foram listados no processo 18 bens no exterior que, somados, foram avaliados em R$ 1,9 bilhão. Quatro itens não foram avaliados, o que eleva a estimativa total dos bens para mais de R$ 2 bilhões. Nem todos os bens e ativos foram localizados pelos investigadores.

 

O rol de bens inclui um apartamento duplex na Florida, uma casa de veraneio com residência para visitas no mesmo Estado dos EUA, uma fazenda de luxo com residência no Colorado, um iate, outras embarcações de luxo, uma Mercedes-Benz e um Ford Bronco. Também está na lista R$ 280 milhões decorrente da venda de uma aeronave

No campo das artes, o grupo de Daniel Vorcaro é dono de duas pinturas de Jean-Michel Basquiat avaliadas em R$ 25 milhões e R$ 27,5 milhões, respectivamente. Há ainda um Picasso avaliado em R$ 40 milhões e pinturas de Andy Warhol, Yayoi Kusama e Frederic Anderson de valores não estimados.

A decisão foi tomada em 24 de julho a partir de um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República em 19 de junho. Segundo a PGR, “o sequestro de todos os ativos acessados pelas liquidações extrajudiciais é a única medida capaz de garantir a correta destinação do patrimônio em sua ordem legal e o valor de mercado dos bens arrecadados”. Ainda de acordo com o pedido, a medida “servirá apenas para impedir a dispersão precoce do patrimônio levantado”.

 

A PGR explicou que, “além de danos diretos e evidentes à Fazenda Pública, o expressivo prejuízo suportado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve ser considerado”. E que, “embora seja entidade privada, o FGC é custeado, em grande parte, por bancos e instituições públicas, que foram indiretamente (e significativamente) lesadas pelos delitos, sendo cabível e necessária a imposição da medida”.

Na decisão, Mendonça determinou o sequestro sobre os ativos das seguintes instituições: Banco Master; Banco Master de Investimento; Banco Letsbank; Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento; Banco Pleno; Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo.

 

A decisão foi tornada pública a partir da determinação do presidente do STF, Edson Fachin, para que Mendonça levantasse o sigilo das investigações sobre as fraudes do Banco Master.

 

Estadão Conteúdo

 

Posted On Segunda, 14 Setembro 2026 05:37 Escrito por

Repasse de R$ 35 milhões, revelado em fevereiro último, teria ido parar nas Ilhas Virgens Britânicas, no Caribe, segundo relatório

 

 

Do Estadão Conteúdo

 

 

Um relatório da PF (Polícia Federal) indica a suspeita de que o ministro Dias Toffoli seja o “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do fundo de investimento Arleen, que recebeu R$ 35 milhões repassados por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O documento da PF foi mantido em sigilo por sete meses sob a relatoria do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça e revelado pela revista Piauí nessa quinta-feira (10).

Ainda segundo o relatório, o repasse de R$ 35 milhões, revelado ainda em fevereiro pelo Estadão, teria ido parar nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal do Caribe, por meio de uma transação com a holding Egide I.

O ministro já negou ter amizade com o banqueiro ou recebido valores dele. Procurado pela reportagem na manhã desta sexta-feira (11), Toffoli ainda não se manifestou sobre a posse de recursos no exterior.

O relatório afirma que o fundo Arleen era sócio do resort Tayayá, no interior do Paraná, ligado à família de Toffoli e pertencia a Vorcaro, mas mudou de proprietário. O empreendimento acabou assumido por um empresário amigo do ministro do STF. Meses depois, transferiu Toffoli transferiu ativos para o paraíso fiscal no Caribe.

 

“Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos”, afirma o relatório revelado pela revista.

Como mostrado pelo Estadão, o ministro é sócio da empresa Maridt que tinha participação societária em dois resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu parte de sua participação a fundos de investimento que tinham Fabiano Zettel, o cunhado de Vorcaro, como acionista.

 

Em maio de 2024, Vorcaro perguntou por mensagem de WhatsApp a Zettel sobre a situação dos repasses ao resort do ministro. “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim”, escreveu o banqueiro. O cunhado respondeu: “Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim”.

 

Meses depois, em agosto de 2024, Vorcaro novamente relatou ao cunhado as cobranças de pagamentos. “Aquele negócio do Tayayá não foi feito?”, perguntou o banqueiro. Zettel respondeu que já tinha transferido para o intermediário responsável por efetivar o pagamento, mas que o aporte final dependeria dessa pessoa.

 

Por causa disso, Vorcaro se irritou. “Cara, me deu um p*** problema. Onde tá a grana?”, afirmou ao cunhado. Zettel respondeu: “No fundo dono do Tayayá. Transfiro as cotas dele”.

 

Para prestar contas diante das cobranças, Vorcaro pediu a Zettel que levantasse todos os aportes realizados no Tayayá. “Me fala tudo que já foi feito até hoje”. Zettel, então, respondeu: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”.

 

 

Posted On Segunda, 14 Setembro 2026 05:35 Escrito por

Da Assessoria

 

O senador Eduardo Gomes (PL) lidera a disputa pelas duas vagas do Tocantins no Senado Federal nas eleições deste ano, segundo pesquisa divulgada neste domingo (13) pelo jornal Correio do Povo. Na soma das intenções de primeiro e segundo votos, o parlamentar alcança 38% das citações.

 

Eduardo Gomes aparece 11 pontos percentuais à frente de Alexandre Guimarães (MDB), que ocupa a segunda colocação, com 27%. Carlos Gaguim (União Brasil) está em terceiro lugar, com 21%. Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, o resultado consolidado considera as duas respostas e a soma dos percentuais pode ultrapassar 100%.

 

 

“Recebo esse resultado com gratidão e responsabilidade. É o reconhecimento do trabalho que realizamos, mas sabemos que a eleição será decidida nas urnas. Vamos continuar percorrendo o Tocantins, conversando com as pessoas e apresentando o que fizemos e o que ainda queremos fazer pelo nosso estado”, afirmou Eduardo Gomes.

 

Realizada pelo Correio do Povo em parceria com o Auto Posto Jalapão I, a pesquisa ouviu 1.600 eleitores em 52 municípios das regiões norte, centro-norte, central, sudeste e sul do Tocantins, entre 31 de agosto e 8 de setembro. O levantamento tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número TO-08421/2026.

 

 

Posted On Segunda, 14 Setembro 2026 05:20 Escrito por

Por Nathallie Lopes

 

Para 28% dos brasileiros, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deveria sofrer um processo de impeachment. Outros 12% defendem a mesma medida contra o ministro André Mendonça. Os dados são da nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (12/9).

O afastamento temporário dos magistrados reúne percentuais maiores. Segundo o levantamento, 34% defendem que Moraes deixe o cargo enquanto o caso é apurado. No caso de Mendonça, o índice chega a 37%.

 

Leia mais: Fachin marca julgamento de processo contra Mendonça para 23/9 no STF
A pesquisa também apresentou outras alternativas aos entrevistados. Entre os que avaliaram a atuação de Moraes, 13% disseram que o ministro deveria renunciar. Outros 7% afirmaram não ver irregularidades em sua conduta, enquanto 5% consideraram que não houve problema porque a obtenção de provas por Mendonça teria ocorrido de forma ilegal.

 

Em relação a Mendonça, 25% afirmaram que o ministro não cometeu nenhuma irregularidade. Outros 11% defenderam que ele deixe o Supremo por meio de renúncia.

 

Preferência eleitoral

As avaliações mudam de forma significativa conforme a preferência eleitoral. Entre os eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 50% defendem o impeachment de Moraes. O percentual cai para 9% entre os apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já sobre Mendonça, 48% dos eleitores de Flávio dizem não ver irregularidades em sua atuação, enquanto 49% dos eleitores de Lula apoiam o afastamento temporário do ministro.

O levantamento ocorre em meio ao embate entre Moraes e Mendonça em torno das investigações sobre o Banco Master. A crise ganhou força após a divulgação de informações sobre as relações de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e passou a envolver questionamentos sobre a condução das apurações por Mendonça.

 

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas em 125 cidades entre terça-feira (8/9) e quinta-feira (10/9). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-01833/2026.

 

 

 

Posted On Domingo, 13 Setembro 2026 05:40 Escrito por
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