Servidores atuariam facilitando regalias a presos custodiados no Bico do Papagaio; medida determina bloqueio de sistemas e proibição de contato com investigados

 

 

Da Assessoria

 

 

Atendendo a uma requerimento do Ministério Público do Tocantins (MPTO), a Justiça determinou o afastamento cautelar e a suspensão do exercício da função pública de dois policiais penais lotados na Unidade Prisional de Araguatins, na região do Bico do Papagaio, investigados por suposto envolvimento e proximidade com lideranças de um esquema de estelionatos eletrônicos e lavagem de dinheiro.

 

A medida também proíbe os investigados de frequentarem a Unidade Penal Regional de Araguatins, bem como qualquer outra unidade prisional, delegacia ou prédio administrativo vinculado à secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) e à secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).

 

Os dois policiais penais ficam proibidos de manter contato direto ou indireto com outros investigados além de testemunhas do processo.

 

Foi ordenado o bloqueio imediato das credenciais e acessos dos servidores a todos os bancos de dados e sistemas da Seciju e da SSP. A decisão ainda determinou a notificação urgente da Corregedoria-Geral do Sistema Penitenciário e da Seciju para o cumprimento do afastamento e instauração de procedimentos disciplinares. Em caso de descumprimento de qualquer uma das obrigações impostas, poderá ser decretada a prisão preventiva dos investigados.

 

Fraudes digitais e lavagem de capitais

 

A apuração decorre do aprofundamento das diligências da Operação Falsum Imperium, responsável por apurar a atuação de uma organização voltada para fraudes digitais e lavagem de capitais. As lideranças do grupo criminoso, identificadas como Diego Freitas da Silva e Thalisson Igor dos Santos, encontram-se em prisão preventiva na unidade prisional de Araguatins.

 

Segundo os dados levantados no processo, a análise de materiais telemáticos e a quebra de sigilo bancário revelaram transações financeiras atípicas e estreita relação de convivência entre os policiais penais e os detentos.

 

Movimentação financeira incompatível

 

A investigação constatou que um dos policiais penal afastado, possuia uma movimentação financeira de R$ 2,6 milhões nos últimos cinco anos, montante apontado como incompatível com os rendimentos do cargo público.

 

Além disso, foram identificadas transferências bancárias diretas efetuadas pelo servidor para a conta de uma das lideranças presas, tendo o próprio investigado admitido possuir amizade com o detento.

 

Já em relação ao outro policial, foram apurados repasses financeiros para o irmão de uma das lideranças e localizadas mídias no celular apreendido que comprovam contato frequente e relação próxima com os suspeitos.

 

Privilégios na unidade e cautelares impostas

 

Durante diligência realizada na Unidade Prisional de Araguatins, constatou-se ainda que os líderes do grupo criminoso permaneciam fora das celas, usufruindo de tratamento diferenciado e incompatível com a rotina do estabelecimento, situação viabilizada pelo livre acesso dos agentes públicos no local.

 

 

 

Posted On Sexta, 24 Julho 2026 15:10 Escrito por

 

Por Catia Seabra

 

 

Emissários do presidente Lula (PT) fizeram uma ofensiva para afastar o centrão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma tentativa de deixar seu principal adversário na corrida presidencial isolado na eleição deste ano. Com aval do Planalto, petistas mantiveram conversas com as cúpulas de Republicanos, União Brasil e PP –o último já informou a Flávio que ficará neutro na disputa.

 

Caso essas siglas viessem a apoiar Flávio Bolsonaro, o senador passaria a contar com a maior parte do tempo de propaganda eleitoral na TV. Em 2022, o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), concorreu por uma coligação composta por PL, PP e Republicanos.

 

Participantes da articulação contam que a costura é pela consolidação de um pacto de não agressão entre PT e candidatos do centrão nessas eleições, com vistas à participação desses partidos em uma eventual gestão Lula 4.

 

 

Certos de que uma aliança formal com Lula é impensável para essas siglas, petistas alinharam acordos em estados-chave para garantir que também não coliguem com o PL. Ainda segundo esses articuladores, o descontentamento de aliados com o comportamento de Flávio Bolsonaro pavimentou o diálogo entre emissários de Lula e expoentes do centrão.

 

Segundo apurou a Folha, as conversas foram iniciadas há cerca de dois meses com a participação do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e dirigentes desses partidos. Após encontros iniciais, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), passou a integrar a mesa de negociações para consumação do acordo.

 

No caso específico do União Brasil, a negociação contou com a presença do senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE) por envolver a busca de uma aliança no Ceará.

 

O União Brasil é comandado pelo empresário Antônio Rueda, e o PP, pelo senador Ciro Nogueira (PI). Eles mantinham relação de proximidade com Flávio e chegaram a afirmar estarem próximos de uma aliança com o pré-candidato do PL, mas se afastaram após o escândalo "Dark Horse" e o recuo dele nas pesquisas.

 

Os líderes do PP, Doutor Luizinho (RJ), e do União Brasil, Pedro Lucas Fernandes (MA), são apontados como fundamentais para o avanço das negociações.

 

No caso do PP, além de um pacto de não agressão que viabilize a presença do partido em um quarto mandato de Lula, dois estados estão em foco. No Piauí, a intenção é evitar hostilidade a Ciro Nogueira diretamente, facilitando a obtenção de votos lulistas pelo senador, que foi ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro. O petista tem vantagem histórica no estado.

 

Já no Maranhão o acordo envolve o ex-ministro do Esporte André Fufuca. Pré-candidato ao Senado pelo PP em uma chapa adversária, ele poderá explorar na campanha seu trabalho no governo Lula e até a imagem do presidente, sem risco de ser alvo do PT nacional na Justiça Eleitoral.

 

Eventual contestação do uso da imagem de Lula, porém, poderá ser feito pelo partido localmente. No Maranhão, o PT lançou Felipe Camarão ao governo, enquanto Fufuca concorre na chapa que tem Eduardo Braide (PSD) a governador.

 

Com o Republicanos, o presidente da Câmara, Hugo Motta (PB), foi a ponte para a conversa do Planalto com a cúpula da sigla. Sem União Brasil e PP, o Republicanos, presidido pelo deputado Marcos Pereira (SP), se tornou a última esperança do PL para uma aliança com uma grande legenda.

 

Pereira, porém, também mantém conversas com Flávio Bolsonaro. O deputado abriu consulta aos diretórios estaduais antes de tomar uma decisão sobre a eleição nacional, que será anunciada até o dia 1º de agosto.

 

Apesar de a maioria das executivas serem a favor de uma coligação com Flávio, a ala nordestina do Republicanos é terminantemente contrária. O grupo teme que uma aliança atrapalhe sua votação em estados com tendência de voto no presidente Lula.

 

Mesmo que distante de Lula, a cúpula do partido também é resistente a uma aliança com Flávio Bolsonaro. Originalmente, o partido defendeu lançar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para o cargo. Mas o ex-presidente Bolsonaro inviabilizou essa articulação ao escolher o filho como sucessor na direita.

 

O Republicanos também reclama de erros da pré-campanha, como no caso "Dark Horse", e também do isolamento do pré-candidato, apontando indisposição para negociação de palanques.

 

As negociações por neutralidade devem conter as críticas de Lula a partidos do durante a campanha. Aliados do petista avaliam que isso pode dificultar o crescimento das bancadas de esquerda no Congresso, uma vez que ficará mais fácil para integrantes do centrão atraírem eleitores de Lula em estados onde ele é popular e serem eleitos com votos lulistas no lugar de candidatos de esquerda.

 

Como revelou a Folha, no final do ano passado Lula recebeu Ciro Nogueira para uma reunião que foi mantida sob sigilo por aliados de ambos. Na conversa, o senador sugeriu que poderia afastar seu partido de Flávio Bolsonaro em troca de um acordo que viabilizasse sua reeleição no Piauí.

 

 

Posted On Sexta, 24 Julho 2026 15:07 Escrito por

Chega ao fim, após um longo período de agonia, o lendário Grupo Jaime Câmara, que, depois de imposição da TV Globo, foi vendido ao Grupo Zahran, uma das maiores empresas de comunicação do Brasil, com atuação expressiva nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde opera a RMC – Rede Mato-grossense de Comunicação, proprietária da TV Morena e da TV Centro América, afiliadas da TV Globo, com atuação em Cuiabá e Campo Grande

 

 

Da Redação

 

 

Entre seus principais dirigentes estão Caio Turqueto, presidente do Grupo Zahran; Pedro João Zahran Turqueto, CEO da Copa Energia; e Nicomedes Silva Filho, diretor-geral da RMC, que, entre os dias 27 de julho e 1º de agosto, assume definitivamente toda a direção do grupo em Goiás e no Tocantins.

 

Segundo nossas fontes, no início das negociações, o interesse maior do Grupo Zahran era somente pela emissora de TV. Mas, como foi convencido pelos dirigentes da TV Globo, também aceitou, no pacote, tanto a concessão da TV Anhanguera quanto os jornais O Popular, Jornal do Tocantins, Daqui e as rádios.

 

Ainda segundo nossas fontes, as versões impressas de O Popular — jornal quase centenário — e do Daqui serão descontinuadas, dado o alto custo do papel e da área gráfica.

 

Jaime Câmara Júnior ex-acionista majoritário do Grupo Jaime Câmara

 

Outro ponto que quase emperrou as negociações, conforme nossas fontes, foi a situação do grupo no Tocantins. Após uma auditoria patrimonial e de recursos humanos realizada na empresa no estado, para avaliação financeira, o Grupo Zahran quis rediscutir valores.

 

Segundo um dos relatórios dessa minuciosa auditoria, no Tocantins, o Grupo Jaime Câmara, que já foi sinônimo de qualidade televisiva, encontra-se em franca decadência, sem relevância na área de comunicação, com patrimônio deteriorado e fazendo um jornalismo que beira o amadorismo.

 

Nicomedes Silva Filho, à esquerda, é o diretor-geral da Rede Mato-grossense de Comunicação (RMC)

 

Nesse documento foi destacado, ainda, o permanente encolhimento das equipes de profissionais capacitados, com material televisivo sendo editado com imagens de celular emprestadas por membros da sociedade, além de forçar o entrevistado a se deslocar, de qualquer região do estado, para a entrevista na sede da empresa, em Palmas.

 

Destacou-se também, nesse relatório, que a TV Anhanguera, no Tocantins, escorada nas produções da TV Globo, usa profissionais de comunicação sem nenhum preparo linguístico, rasos nos textos e na condição empregatícia de estagiários.

 

Ronaldo Ferrante: o diretor comercial participa do processo de transição

 

É por tudo isso e muito mais que o novo CEO do Grupo Zahran quer uma atuação mais firme no Tocantins, devolvendo a relevância, o profissionalismo e a importância ao jornalismo local.

 

O CEO do grupo também decidiu que o nome TV Anhanguera, consolidado no imaginário dos goianos e tocantinenses, deve ser mantido, tendo todas as equipes com o foco voltado para o aumento do faturamento da empresa, hoje considerado aquém da estrutura de uma afiliada da TV Globo, merecedora de respeito por sua grandiosidade mundial.

 

 

Posted On Sexta, 24 Julho 2026 11:34 Escrito por

Por Wagner de Freitas

 

 

Todos os anos, milhares de turistas escolhem Araguacema para viver a temporada de praias do Rio Araguaia.

 

É um período que movimenta a economia local, gera renda para centenas de famílias e mantém vivo um dos destinos turísticos mais tradicionais do Tocantins.

Infelizmente, a atuação da Marinha do Brasil durante a temporada tem provocado um sentimento crescente de indignação entre canoeiros, comerciantes, moradores e turistas.

É evidente que a fiscalização da navegação é uma atribuição legal da Marinha. Ninguém defende a ausência de regras ou a desorganização.

 

O problema é a forma como essa fiscalização vem sendo realizada.

Grande parte dos canoeiros de Araguacema são trabalhadores simples, que passam o ano inteiro aguardando a temporada para conseguir complementar a renda da família.

 

Antes do início das praias, muitos não receberam qualquer orientação oficial sobre documentação, equipamentos obrigatórios, seguro, iluminação das embarcações ou procedimentos para regularização dos barcos documentos que, muitas vezes, precisam ser providenciados em Palmas, exigindo deslocamento, custos e burocracia incompatíveis com a realidade dessas pessoas.

 

Em vez de uma grande campanha educativa antes da temporada, o que se vê é uma operação concentrada justamente nos dias de maior movimento.

 

 

A fiscalização chega na sexta-feira, autua durante sexta, sábado e domingo e vai embora na segunda-feira. Sem posto permanente, sem estrutura de apoio, sem orientação continuada e na maioria dos casos com muita truculência na abordagem o que assusya de sobre maneira a gente simples que vive desse trabalho durante várias gerações .

Essa dinâmica inevitavelmente leva muitos moradores à seguinte pergunta: o objetivo principal é educar e prevenir acidentes ou simplesmente aplicar multas?

Essa percepção se fortalece quando turistas também passam a ser abordados de forma constante, criando um ambiente de insegurança e desconforto para quem veio apenas aproveitar as belezas do Araguaia.

 

O resultado é previsível: muitos passam a procurar outras praias onde possam navegar com tranquilidade.

Quem perde é Araguacema.

 

A cidade construiu sua história turística praticamente sozinha. Ao longo de décadas, recebeu muito mais apoio do Governo do Estado do Tocantins do que do Governo Federal para consolidar seu potencial turístico. Ainda assim, tornou-se referência nacional pelas praias, pela hospitalidade e pela tranquilidade de suas águas.

 

Não se pode ignorar também que Araguacema possui um histórico extremamente positivo quanto à segurança da navegação.

 

 

A cultura local sempre valorizou o respeito ao rio e a experiência dos canoeiros contribuiu para que a cidade mantivesse, ao longo de muitos anos, uma reputação de segurança sem registro de acidentes nos últimos dez anos .

 

Por isso, é legítimo questionar o modelo atual de fiscalização.

 

Se a preocupação é realmente preservar vidas, por que não instalar uma base permanente durante toda a temporada? Por que não realizar campanhas educativas antes do início das praias? Por que não conceder prazo para regularização das embarcações, distribuindo informações, promovendo cursos rápidos e auxiliando os trabalhadores a cumprir as exigências legais?

Fiscalizar é necessário.

Orientar é indispensável.

Punir deve ser a última etapa, e não a primeira.

Quando a fiscalização passa a ser percebida apenas como instrumento arrecadatório, perde-se a confiança da população e enfraquece-se a própria legitimidade da ação do Estado Brasileiro a quem a Marinha está subordinada.

 

Araguacema precisa de parceiros que ajudem, não de obstáculos.

Precisa de instituições que ajudem a organizar o turismo, proteger vidas e fortalecer a economia local, e não de operações que acabam gerando medo, prejuízo e desestímulo justamente para quem trabalha honestamente e para quem escolheu a cidade para passar suas férias.

 

Segurança de verdade se faz com presença permanente, orientação, prevenção e diálogo.

Multar, por si só, nunca foi sinônimo de proteger.

 

Wagner de Freitas, é Jornalista

 

 

Posted On Sexta, 24 Julho 2026 11:18 Escrito por

 

É com enorme pesar que, nesse momento de profunda dor, a Família Paralelo 13 abraça em solidariedade os familiares de BERTILHA ALVES LEITE, que faleceu nesse dia 24 de julho.

 

Aos filhos, noras genros e netos expressamos nossas sinceras condolências e rogamos a Deus que a receba em Sua Morada  eterna com muita luz e mansidão, pois entre nós solidificou exemplos de dignidade, fraternidade e amor.

 

 

 

Posted On Sexta, 24 Julho 2026 11:17 Escrito por O Paralelo 13
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